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Motor de avião da United Airlines se despedaça durante voo

Nas redes sociais, os passageiros postaram vídeos e fotos do incidente, que ocorreu em um dos lados da aeronave. (Foto: Reprodução)

O motor de um avião da companhia aérea United Airlines se despedaçou durante um voo e precisou fazer um pouso de emergência em Honolulu, no Havaí.

Segundo a companhia aérea, os pilotos seguiram os protocolos de segurança do voo UA1175 e o incidente não causou nenhum ferimento nas 373 pessoas que estavam a bordo do Boeing 777-222.

Conforme uma nota divulgada pela United, os pilotos informaram sobre o problema à Torre de Controle, que os orientou a fazer o pouso de emergência. Agora investiga-se o que poderia ter causado o problema.

Ainda segundo a companhia, o avião foi comprado em 1994, sendo um dos primeiros modelos do tipo produzidos pela Boeing.

Lucro da gigante

Em 2017, a United Airlines registrou um lucro líquido de US$ 2,1 bilhões. De acordo com o relatório divulgado ontem (23) pela aérea, a receita total do ano alcançou a margem dos US$ 37,7 bilhões – um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior.

Em relação ao quarto trimestre, também apontado no relatório, as receitas cresceram 4,3% em relação ao mesmo período de 2016, ficando em cerca de US$ 9,4 bilhões. Já o lucro para o período esteve na casa dos US$ 580 milhões.

“Estou incrivelmente orgulhoso do trabalho da nossa equipe durante 2017, que alcançou um de seus melhores desempenhos operacionais. Olhando para o futuro, estamos empenhados em melhorar ainda mais a rentabilidade ao longo prazo”, afirmou o CEO da companhia, Oscar Munoz.

A companhia ainda realça que o ano foi marcado pela criação de 44 novas rotas nos Estados Unidos e outras 13 internacionais. Além dos números, outro destaque apontado foi o bom desempenho na confiabilidade operacional da empresa – incluindo o melhor tempo de partida e menor número de cancelamentos.

Overbooking

As companhias aéreas dos Estados Unidos reduziram em 2017 o número de passageiros involuntariamente retirados de seus assentos em aviões superlotados para o menor número histórico do país, segundo o Departamento de Transportes dos EUA.

As transportadoras estadunidenses atingiram uma taxa de apenas 0,34 a cada dez mil passageiros retirados de aeronaves no ano passado, quase metade da taxa de 2016, que ficou em 0,62 a cada dez mil. Foi o número mais baixo registrado dese 1995, quando a entidade americana começou a realizar o relatório.

A melhoria segue um compromisso da indústria de revisar as políticas de overbooking após a polêmica envolvendo a remoção violenta de um passageiro, em abril do ano passado, de um voo da United Airlines. No caso, nenhum cliente aceitou a proposta da aérea de receber US$ 800 para deixar o avião, o que levou a companhia a realizar uma seleção aleatória e retirar um passageiro a força- o médico David Dao, que se feriu durante a remoção.

A Delta conseguiu o menor número de retiradas forçadas, de apenas 0,05 passageiros a cada 10 mil; a taxa na United ficou em 0,23 a cada dez mil, e na American, de 0,38 a cada dez mil, a pior entre as três maiores estadunidenses.

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