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Motoristas de aplicativos fizeram uma carreata em protesto pelo assassinato de um colega

(Foto: Divulgação/Uber)

Na noite de segunda-feira (6), Luis Fernando Rodrigues Dorneles, motorista da Uber de 41 anos, foi assassinado, momentos após encerrar uma corrida em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Em protesto pela morte do colega, a oitava só este ano, e pedindo mais segurança para a categoria, motoristas realizaram, na tarde desta terça (7), uma carreata que iniciou no Porto Seco, na Capital e encerrou em Alvorada, no cemitério onde o corpo de Luis Fernando foi sepultado.

Os autores do crime não levaram nada do condutor e investigação da Polícia Civil determinará se o crime foi homicídio ou latrocínio. A vítima não tinha antecedentes criminais.

Greve global

Motoristas brasileiros de aplicativos de transporte vão aderir a uma paralisação global nesta quarta-feira (8) na semana em que a Uber deve fazer sua estreia na Bolsa de Valores.

Na versão local, os protestos são  contra o que os motoristas consideram baixas tarifas cobradas pela empresa que, somada ao aumento dos preços do combustível, vem corroendo seus gastos e alongando as jornadas de trabalho.

No País, quem aderir à ação deverá desligar seus aparelhos a partir da meia-noite de quarta-feira e ssó voltar ao trabalho no dia seguinte.

O movimento, que ganhou o nome “Uber Off” (Uber desligado), segue orientação de associações de motoristas internacionais, diz Eduardo Lima de Souza, presidente da Amasp (Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo). “A Uber passa um valor de tarifa para o motorista muito baixo e a empresa só cresce, ficando bilionária, ganhando valores exorbitantes”, diz.

Segundo ele, com a gasolina muitas vezes custando mais de R$ 5 o litro, é comum que motoristas façam viagens nas quais seus ganhos, descontados os custos, são de centavos. Ele reclama de o último reajuste da Uber ter sido há três anos. Segundo ele, o problema também acontece nas outras plataformas do mercado, 99 e Cabify, e quem trabalha com elas também deve desligar os aplicativos.

A ação é divulgada por grupos de WhatsApp e vídeos no YouTube. Souza diz que, como nem todos os motoristas participam dessas redes, é provável que  ainda haja carros na rua durante o dia de paralisação.

O próprio sistema de precificação das corridas da Uber dificulta uma grande adesão. A partir da ferramenta conhecida como preço dinâmico, a companhia eleva quantia cobrada pelas corridas e, consequentemente, o valor pago aos motoristas, quando a oferta de carros está baixa em determinada região. ​Ou seja, caso muitos profissionais deixem as ruas, o preço das corridas deve subir para reequilibrar oferta e demanda.

 

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