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Mourão ressalta necessidade de reforma política após votação sobre a Previdência

Para Mourão, a reforma da Previdência não é a solução dos problemas (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Caso seja aprovada a reforma da Previdência, o Brasil deverá passar por uma nova reforma: a política. Quem defendeu a escolha foi o vice-presidente Hamilton Mourão, nesta segunda-feira (15). De acordo com ele, o país não tem um sistema político e isso é difícil de conceber devido à fragmentação partidária. Uma das questões que o vice-presidente defende é a aplicação do sistema político com voto distrital. Para ele, seria uma forma de baratear as eleições. “É a minha opinião para a eleição ficar mais barata”.

Outro ponto destacado por Mourão, ao participar da abertura do II Rio Money Forum, na Fundação Getulio Vargas (FGV), é a fragmentação do Legislativo. “Hoje, lá dentro do Congresso, na Câmara dos Deputados, temos 26 partidos representados, apenas dois partidos têm mais de 50 deputados, em torno de sete têm entre 30 e 40 e o restante são partidos com dez ou oito deputados, então, é extremamente fragmentado o nosso Congresso”, explicou ele. O vice-presidente ainda salientou que isso dificulta o processo. “Não é fácil lidar com isso aí. Os partidos deixaram de representar o pensamento da sociedade como um todo. Acho que todos aqui entendem perfeitamente que o ideal é que tivéssemos cinco partidos, quando muito sete, que representassem as diferentes espécies de pensamento que temos dentro da nossa sociedade”.

Problemas
Para Mourão, a reforma da Previdência não é a solução dos problemas, mas a abertura para resolver a questão fiscal e a retomada da economia. “É como se o Brasil estivesse dentro de uma garrafa e o gargalo é a reforma da Previdência. Temos que sair por esse gargalo para que se crie um ambiente de estabilidade, e estabilidade gera confiança. É isso que está sendo buscado”.

O vice-presidente acrescentou que outra forma de resolver o desnível fiscal é a venda de estatais. “Se a empresa está dando prejuízo, e o governo não tem condição de arcar com aquilo, tem que vender. Então, vamos privatizar aquilo que deve ser privatizado”, disse, ressaltando ainda que não haverá contratações: “Vamos fazer uma diminuição do tamanho do Estado, de forma branda. A medida que as pessoas forem se aposentando não vamos contratar ninguém até que a gente consiga equilibrar as nossas contas”.

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