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MP arquiva casos de desaparecimento de professora e aluna em Pelotas

Professora Cláudia Hartleben (acima) e aluna Mirella Gomes (abaixo), ambas desaparecidas em Pelotas. (Reprodução Facebook)

O Ministério Público Estadual resolveu arquivar os casos de duas mulheres que desapareceram na zona sul do Estado. Para o MP, não existem novas provas que sejam suficientes para continuar investigando o sumiço de uma estudante e de uma professora da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel).

Cláudia Hartleben é considerada desaparecida desde a noite de 9 de abril de 2015, quando a professora visitou uma amiga e dirigiu direto para a residência onde mora. Câmeras de monitoramento flagraram o carro dela nas proximidades de casa, porém, na manhã seguinte, Cláudia, que deveria trabalhar na Ufpel, não apareceu. Na ocasião, o ex-marido João Morato Fernandes e o filho João Félix Hartleben foram denunciados por homicídio qualificado, feminicídio e ocultação de cadáver. No entanto, a Justiça entendeu que as provas não são suficientes para encaminhar a denúncia.

O promotor José Olavo Bueno dos Passos comentou sobre a diferença de entendimento da Promotoria e do Judiciário neste caso. “Pra Promotoria de Justiça, há, claramente, uma definição de quem são os autores, quem praticou esse fato e o que aconteceu com a professora Claudia. Pro Poder Judiciário, essas provas, indicando isso, não são suficientes”, esclareceu o promotor.

Ano passado, o desaparecimento de Mirella Gomes também chamou a atenção da comunidade que vive na região. No dia 27 de julho de 2018, a estudante de nutrição foi vista pela última vez no campus da Universidade Federal de Pelotas. Após oito meses, campanhas na internet e panfletos com fotos da jovem foram distribuídos, mas a polícia não conseguiu resolver o caso. Conforme o Ministério Público, nenhuma hipótese pode ser descartada.

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