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Mulher acusa juiz de agressão na disputa para ocupar uma vaga para estacionar o carro no Rio. Ela afirma que levou um tapa e teve a blusa rasgada. Ele diz que foi uma “discussão acalorada”

Manuela Carreira, proprietária do restaurante Senhora Serafina,registrou o ocorrido na delegacia e nas redes sociais. (Crédito: Reprodução)
Empresária acusa o juiz Ronald Pietre de ter deslocado seu braço e rasgado sua a blusa. Ela foi atendida no hospital e passou por exames de corpo de delito. (Crédito: Reprodução)
Empresária acusa o juiz Ronald Pietre de ter deslocado seu braço e rasgado sua a blusa. Ela foi atendida no hospital e passou por exames de corpo de delito. (Crédito: Reprodução)

O juiz Ronald Pietre, que atua em Petrópolis, no Rio de Janeiro, está sendo acusado de agredir uma empresária a tapas – chegando a deslocar o braço da vítima e rasgar a blusa dela – por causa de uma discussão por uma vaga de carro. O caso ocorreu no estacionamento de um restaurante do município, o Senhora Serafina. A vítima, Manuela Carreira, proprietária do estabelecimento, relatou que Pietre teria retirado cones e colocado seu carro na vaga de carga e descarga do restaurante, para ir a uma academia de ginástica ao lado.

O conflito. 

Em depoimento delegacia onde registrou o caso, Manuela contou que foi ponderar com o juiz que o local não poderia ser ocupado, porque um veículo com mercadorias estava chegando. “Fui agredida fisicamente por um homem no estacionamento do restaurante. Por uma vaga de carro, do meu carro, que é de carga e descarga, vocês acreditam? Estou tão fragilizada que mal me reconheço. Esse homem é o Juiz do Fórum de Itaipava, Ronald Pietre. Sacou arma, fez atrocidades”, escreveu Manuela em seu perfil no Facebook, onde também postou fotos com supostas marcas no corpo, que teriam sido causadas pela agressão.

Depois de ter sido atendida no Hospital Santa Teresa e passar por exames de corpo de delito, Manuela recebeu o amparo de amigos e parentes. “Estamos todos chocados, perplexos. Como a população pode confirmar em um homem desequilibrado e covarde desses? Que agride uma mulher indefesa, achando que só porque é juiz está acima de tudo e de todos?”, desabafou, indignada, a sócia de Manuela, Andréa Rosa.

“Otoridade”. 

De acordo com testemunhas, o juiz, que portava uma arma, mostrou sua carteira de magistrado a policiais militares que foram acionados por Manuela. “Realmente quando uma ‘otoridade diz: sabe com quem vc está falando?’. Chame a polícia. Nojo, repúdio. Sofrer na própria pele dói na existência. Mas vou até o fim, sendo juiz ou não”, completou ela, no  perfil. Nas redes sociais, o caso está alcançando grande repercussão.

Defesa do juiz. 

Juiz Ronald Pietre alega que também atacado pela dona do restaurante que discutiu com ele e mostrou marcas de agressão em sua mão. (Crédito: Reprodução)
Juiz Ronald Pietre alega que também foi atacado pela dona do restaurante que discutiu com ele e mostrou marcas de agressão em sua mão. (Crédito: Reprodução)

Em sua defesa, o juiz, em nota, afirma que o ocorrido não passou de uma “simples discussão” e que ele também foi agredido pela mulher. “O incidente ocorrido não passou de uma simples discussão acalorada entre duas pessoas por causa de uma vaga de estacionamento. Só isso! O fato da minha condição de magistrado é que está motivando essa suposta ‘vítima’ em alardear o incidente nas redes sociais. Tudo que ela fala nas redes sociais não consta no depoimento que ela própria prestou na Delegacia! Também fui vítima de agressão dessa senhora, como se constata na foto da minha mão, em anexo. Esse machucado foi provocado pela unha dessa senhora. Fui também ao IML [Instituto Médico Legal] fazer exame de corpo de delito!”, alegou Pietre.