Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019

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Brasil Mulher de Eduardo Bolsonaro consegue passaporte diplomático dois dias antes de indicação para embaixada

Documento para Heloísa Wolf foi emitido na última terça-feira. (Foto: Reprodução/Instagram)

A mulher de Eduardo Bolsonaro, Heloísa Wolf Bolsonaro, ganhou passaporte diplomático da Câmara dois dias antes de Jair Bolsonaro admitir a indicação do Zero Três para a embaixada em Washington. O passaporte foi emitido na última terça-feira (09). O de Eduardo saiu bem antes, em 6 de fevereiro.

Reunião

Eduardo Bolsonaro se reuniu pela segunda vez neste fim de semana no Palácio da Alvorada com o pai, o presidente Jair Bolsonaro, dias após o mandatário da República anunciar que pretende indicá-lo para a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Eduardo passou cerca de 40 minutos no Alvorada acompanhado da mulher. O senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) também acompanhou o encontro.

Tanto no sábado (13) quanto no domingo (14), o deputado não falou com imprensa nem com o público que fica do lado de fora da residência presidencial. Do lado de dentro, Jair Bolsonaro está se recuperando após ter extraído um dente sexta-feira (12).  A possibilidade de Eduardo assumir um dos principais postos da diplomacia foi criticada, no sábado, por apoiadores do presidente, como o escritor Olavo de Carvalho e a deputada estadual de São Paulo Janaína Paschoal (PSL).

O guru do Bolsonarismo disse que seria um “retrocesso” e a “destruição” da carreira do deputado. A deputada, autora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, disse não questionar a capacidade do “03”, nem a possibilidade jurídica, mas afirmou que, por ter sido o deputado mais bem votado da história, ele teria uma posição de liderança e precisaria exercer esse papel.

“Eduardo tem muito a fazer na Câmara e na presidência estadual do PSL. Sei que o convite é muito tentador. Mas o certo é recusar. Ele assumiu responsabilidades no Brasil. Precisa cumprir. Basta agradecer a deferência e declinar”, disse a deputada.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez ressalvas à possível indicação, mas disse que iria “esperar a decisão do presidente.” “Ele [Eduardo Bolsonaro] é um colega, não vou ficar criticando um colega. Tenho dúvidas se o Eduardo pode ter uma nomeação que não seja de ministro”, comentou Maia.

Em uma rede social no sábado, Bolsonaro remeteu ao tema da indicação do filho à embaixada em Washington, de maneira indireta, ao postar um vídeo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiando o Eduardo Bolsonaro. “Vejo aqui na audiência o filho do presidente, que tem sido fantástico”, disse Trump no vídeo, em uma entrevista coletiva realizada em março, na Casa Branca.

A ADB (Associação e Sindicato dos Diplomatas Brasileiros) disse, por meio de nota, que “embora ciente das prerrogativas presidenciais na nomeação de seus representantes diplomáticos, a ADB recorda que os quadros do Itamaraty contam com profissionais de excelência, altamente qualificados para assumir quaisquer embaixadas no exterior”. A associação reúne mais de 1.500 funcionários da carreira do Itamaraty.

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