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A mulher do ministro da Justiça, Sérgio Moro, pede que os brasileiros parem de reclamar do novo governo

Rosângela Moro, ao lado do marido, o ministro Sérgio Moro. (Foto: Reprodução/Facebook)

Rosangela Wolff Moro, esposa do ministro da Justiça, Sérgio Moro, utilizou seu perfil em uma rede social para escrever uma mensagem a todos os brasileiros e pedir que parem de reclamar do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A advogada postou uma foto da bandeira do Brasil no Instagram e, na legenda, pediu que todos os brasileiros tenham consciência das mesmas preocupações durante o novo governo, que se iniciou no dia 1º de janeiro de 2019. Ela ainda usou uma hashtag como o nome do presidente e dos ministros Sérgio Moro e Paulo Guedes.

“O dia que todos os brasileiros se conscientizarem que somos UM SÓ povo com as mesmas preocupações, veremos um grande avanço e estaremos no caminho certo. Parem de reclamar e esperem para ver a que veio esse novo GOVERNO. #bolsonaromoroguedes Redução de custos (do seu $$), corte de despesas desnecessárias, zero propina. Chega de MIMIMI. Apenas espere e assista”, escreveu a mulher do ministro Sérgio Moro.

Nos comentários divididos, muitas pessoas elogiaram a postagem da advogada e outras fizeram críticas não só ao texto, mas também ao novo governo.

Acordo

Sérgio Moro anunciou que pretende enviar ao Congresso Nacional um projeto anticrime que prevê a criação do chamado “plea bargain”, ou “acordo penal”. Neles, acusados confessam crimes para encerrar o processo mais rapidamente.

Na prática, o réu e o MP (Ministério Público) fazem acordo para que se cumpra uma pena menor – prisão, multa ou serviços comunitários por exemplo – em troca da confissão e de algumas condições. “O ‘plea bargain’ é para que a Justiça possa resolver rapidamente casos criminais nos quais haja confissão”, anunciou Moro no discurso de transmissão de sua posse.

Esse instrumento é usado nos Estados Unidos, em que 90% dos casos criminais são resolvidos dessa forma, desafogando o Poder Judiciário. Basicamente, a iniciativa proposta por Moro seguiria o modelo norte-americano. E valeria para qualquer crime cometido por uma só pessoa, ou não envolvendo uma organização criminosa, de furto, assalto, homicídio e corrupção.

O promotor e o investigado negociariam para resolver a situação rapidamente sem ingressar na Justiça. Hoje esse tipo de acordo só é possível em crimes de menor potencial ofensivo, como lesão corporal leve. Como há uma confissão, naturalmente haveria redução da pena, que seria imposta ao acusado pelo próprio MP, e não pelo juiz, como acontece hoje.

A medida agrada a setores do MP, pois resolveria rapidamente situações como furtos, assaltos, homicídios e casos de corrupção sem envolvimento de organizações criminosas. Mas é vista com desconfiança na PF (Polícia Federal) e nas universidades. Pessoas pobres seriam mais suscetíveis a isso, alerta o professor Eugênio Pacelli. Por enquanto, a assessoria do Ministério da Justiça ressalva que ainda não pode detalhar o projeto, por ainda estar em elaboração.

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