Sábado, 07 de Dezembro de 2019

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Brasil Mulher é presa após fingir que era advogada e aplicar golpes

Luciene Santini de Barros responderá por oito acusações de estelionato em Pernambuco. (Crédito: Reprodução)

Acusada de pelo menos oito crimes de estelionato, Luciene Santini de Barros,  31 anos, se apresentava como advogada para aplicar golpes em três municípios da Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco. Ela foi detida na delegacia do Varadouro, em Olinda. De acordo com informações da delegada responsável pelo caso, Euricelia Nogueira, a suspeita se apresentava com nome e documentos falsos, chegando a receber de 1,3 mil reais a 3 mil reais por caso.

Sem licença para exercer a função. 

A suspeita foi convidada a se apresentar na delegacia de Varadouro e informou que possuía um escritório de advocacia, mas era auditora no Hospital Otávio de Freitas. Por isso não tinha licença da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para exercer a função. Segundo ela, um advogado credenciado pela OAB seria o responsável por assumir os casos. A delegacia entrou em contato com esse advogado, e ele acusou Luciene de praticar golpes há tempos. De acordo com Euricelia, uma investigação foi realizada junto à OAB no qual um “contexto farto sobre a atuação de Luciene” foi apresentado. O hospital negou que teria a suspeita de estelionato como auditora.

No aparelho celular de Luciene havia mais de cem contatos bloqueados. Ao entrar em contato com essas pessoas, a delegada concluiu que foram vítimas dos golpes. Isso porque, ao ser desbloqueadas, passaram a cobrar a resolução dos casos pelos quais haviam pagado. A partir disso, elas foram convocadas a prestar depoimento. “Ela tinha um escritório com fachada bonita, oferecia cartões de visita, isso fazia com que as pessoas não imaginassem que seria golpe. Até linguagem da área ela usava. As vezes criava causas só para poder advogar”, relatou Euricelia.

Disfarces. 

Luciene chegou a mudar o visual para tentar despistar a polícia. Em Jaboatão, fazia uso do nome “Lucine de Barros”. Em Olinda, “Ludmila Moura”. Nos dois locais mantinha os cabelos em tons de loiro. Quando a polícia começou a apurar o caso, a suspeita saiu de Olinda e foi pra Igarassu, apresentando-se como Jaqueline, já de cabelos castanhos. Ela estava hospedada em uma pousada localizada no município de Igarassu. O dono do estabelecimento informou que Luciene devia mais de 7 mil reais em diárias. Segundo ele, a falsa advogada dizia que estava procurando casas para montar um escritório no município.

Com base nos fatos, a delegacia de Varadouro, deteve preventivamente Luciene, que agora responde por oito crimes de estelionato. A delegada acredita que haja mais vítimas e recomenda que as queixas sejam dirigidas ao município em que o golpe aconteceu.

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