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Mulheres na Arábia Saudita acompanharam um jogo de futebol em um estádio pela primeira vez

Público feminino está segregado de homens na chamada 'seção da família'. (Foto: Reprodução)

As mulheres na Arábia Saudita tiveram a permissão para entrar em um estádio de futebol pela primeira vez nesta sexta-feira (12). Elas assistiram a uma partida entre dois times locais, mas separadas da multidão masculina com assentos designados na chamada “seção família”. O primeiro estádio a abrir as portas ao público feminino foi na cidade de Jiddah.

Para preparar a mudança, o governo criou as “seções de família” na torcida. Os estádios também instalaram banheiros femininos, entradas separadas e estacionamentos distintos para o público feminino. Neste sábado, o estádio nacional na capital Riad abrirá seus portões às mulheres pela primeira vez para um jogo de futebol.

O movimento é parte da primeira reforma social da Arábia Saudita, com planos para ser implementada ao longo deste ano, o que vai ampliar os direitos femininos no país, de modo a diversificar o mercado de trabalho para ampliá-lo. O príncipe herdeiro, Mohamed bin Salman, de 32 anos, quer quebrar tabus e modernizar o país onde a metade da população tem menos de 25 anos.

No ano passado, as sauditas conquistaram o direito de dirigir, outra proibição para elas dentro do reino. A medida – que começa a valer neste ano – foi muito comemorada, sobretudo, pelas ativistas que há anos lutavam por esta causa. No país, as mulheres continuam submetidas a restrições severas, como a tutela de um homem da família para estudar ou viajar.

Além de por milhões de mulheres ao volante, a medida poderia permitir que muitas se incorporem ao mercado de trabalho, segundo analistas, enquanto o país tenta revitalizar e descentralizar sua economia dependente do petróleo.

No fim do ano passado, o reino saudita também anunciou que vai acabar com a proibição de cinemas. Novas salas poderão ser reabertas em 2018 depois de ficarem banidas desde a década de 1980 após a revolta política no território. A decisão põe fim a um veto de mais de 35 anos.

O reino saudita ordenou o fechamento de todos os cinemas do país durante a ascensão de uma insurgência islâmica – uma reação política ao ativismo religioso da ocasião. Nos anos 1970, salas cinematográficas eram comuns na região e, embora já fossem consideradas conflitivas com a cultura árabe local, tinham autorização para funcionar.

A previsão é que os novos cinemas sejam abertos em março deste ano. Segundo o jornal israelense “Hareetz”, o único cinema em funcionamento atualmente no país é público e fica em Khobar, em um centro de ciências e tecnologia. Apesar da proibição, a Arábia Saudita é palco de uma pequena indústria de audiovisual na capital Riad, que lança sobretudo longas-metragens e documentários.

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