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Mulheres têm aulas gratuitas de defesa pessoal em Florianópolis

Segundo a prefeitura, que oferece o curso, 4.633 mulheres se inscreveram. (Foto: Reprodução)

Proteção contra agressões, assaltos e estupros. Um treinamento com esse objetivo está atraindo centenas de mulheres para o tatame em Florianópolis. O curso gratuito ensina técnicas para imobilizar ou distrair agressores, fugir de ataques e buscar ajuda. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a prefeitura, que oferece o curso, 4.633 mulheres se inscreveram e, em três meses, cerca de 400 receberam o treinamento, que tem duração de duas horas e meia.

Estratégias para escapar em casos de puxão de cabelo, assédio em festas e estrangulamento também são abordadas nas aulas, além de dicas de acessórios, como spray de pimenta.

Em assaltos, a orientação é não reagir. “O correto é ter uma carteira falsa com cartões velhos e um celular que não funciona mais, e entregar ao assaltante”, diz o professor Sérgio Astolf, 33, profissional de artes marciais que é voluntário no projeto.

Cursos semelhantes existem em Estados como São Paulo, Paraná, Bahia e Rio de Janeiro. Em Florianópolis, a previsão é realizar mais de 40 encontros até o final do projeto, que termina em abril de 2020. “Estamos atendendo todas as mulheres interessadas, mesmo que não inscritas. Assim, o número de participantes pode superar 5.000”, diz Yan Oliveira dos Santos, coordenador do projeto.

Sem altos índices de criminalidade, a capital de Santa Catarina não foge à regra do restante do País em que mulheres relatam uma rotina de insegurança.

Perseguição

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (14) dois projetos que, na prática, transformam o “stalking” (perseguição física ou online) em crime e aumentam a pena para a prática.

Como os dois projetos são terminativos, não passam pelo plenário do Senado, seguindo direto para a Câmara.

O primeiro projeto, de autoria da senadora Leila Barros (PSB-DF) e relatado pelo senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), altera o Código Penal, tipificando o crime de perseguição.

De acordo com o texto, “perseguir ou assediar outra pessoa, de forma reiterada, por meio físico, eletrônico ou por qualquer meio, direta ou indiretamente, de forma a provocar-lhe medo ou inquietação ou a prejudicar a sua liberdade de ação ou de opinião” é crime sujeito a pena de detenção, de 6 meses a 2 anos, ou multa.

Há aumento de pena até a metade quando houver participação de mais de três pessoas ou se houver uso de arma. O mesmo acontece quando houver violação do direito de expressão ou quando o criminoso, por meio eletrônico ou telemático, simular a atuação de várias pessoas.

O criminoso também está sujeito às penas correspondentes à violência. Considera-se o crime qualificado se o autor for íntimo da vítima.

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