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O presidente Michel Temer desiste de antecipar sua volta ao Brasil e ficará na China até esta terça-feira

Imagem mostra o presidente Michel Temer durante discurso em encontro do Brics, na China (Foto: Rogério Melo/PR)

O presidente Michel Temer desistiu de antecipar o retorno dele ao Brasil e manterá os compromissos previstos na China até esta terça-feira (05).  Na última sexta-feira (1º), Temer cogitou antecipar o retorno ao Brasil. Mas, neste sábado (02), afirmou que manteria a programação normal. Depois, decidiu remarcar a viagem de volta de terça-feira  à tarde para segunda-feira (04), à noite.

A decisão sobre antecipar ou não a viagem de volta ao Brasil acontece em meio à expectativa no mundo político de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, oferecer nova denúncia contra o presidente nos próximos dias.

Temer viajou para a China na semana passada. No país, ele fez visita de Estado, em Pequim, e agora está em Xiamen, onde participa dos eventos da 9ª Cúpula do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Mais cedo, neste domingo (03), o presidente discursou em um evento que reuniu empresários dos países do Brics.

No pronunciamento, Temer defendeu as reformas propostas pelo governo ao Congresso Nacional, como a da Previdência Social e a trabalhista, e afirmou que o objetivo é “aprimorar” o ambiente de negócios no Brasil.

O presidente aproveitou o discurso para divulgar o pacote de concessões e privatizações anunciado pelo governo no mês passado. O plano prevê 57 ativos que serão disponibilizados à iniciativa privada. “Nós temos, agora, marcos regulatórios mais racionais e previsíveis, e nós dizemos isso porque isso gera segurança jurídica, que é o que mais interessa aqueles que vão contratar aplicando seus recursos no nosso país”, disse Temer na ocasião.

Denúncia da PGR

Com base nas delações de executivos do grupo J&F, dono da JBS/Friboi, Temer foi denunciado em junho por Rodrigo Janot ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo crime de corrupção passiva. Mas o STF só poderia analisar a acusação se a Câmara autorizasse. A maioria dos deputados rejeitou o prosseguimento do processo.

Há no meio político, contudo, a expectativa de que Janot denunciará Temer novamente. A PGR (Procuradoria Geral da República) aguarda somente a homologação da delação do doleiro Lúcio Funaro, pelo ministro Edson Fachin, para apresentar a nova acusação. Com isso, o governo já ensaia o discurso para tentar esfriar o impacto político da nova denúncia. O objetivo é afirmar que a acusação de Janot será baseada somente em “ilações”.

Na sexta-feira, por exemplo, o Planalto divulgou nota com críticas às delações de Lúcio Funaro e de Joesley Batista, dono da JBS. O próprio presidente concedeu uma entrevista na qual disse não se preocupar com uma nova denúncia.

Brics

Temer participou neste domingo, na China, da cerimônia de abertura do Fórum Empresarial do Brics. No discurso, ele defendeu as reformas propostas pelo governo ao Congresso e falou em “aprimorar” o ambiente de negócios no Brasil.

Temer desembarcou em Xiamen por volta das 3h (hora de Brasília) e seguiu para a uma das reuniões do grupo. Antes de chegar à cidade, o presidente teve compromissos nos últimos dias em Pequim, onde fez visita de Estado, a mais alta na diplomacia.

A empresários do Brics, o presidente citou as reformas da Previdência Social (em análise na Câmara); trabalhista (já aprovada pelo Congresso e sancionada); e a emenda constitucional que estabeleceu um limite para o crescimento dos gastos públicos (promulgada no fim do ano passado).

“Quero enfatizar é que o Brasil está aberto aos grandes investimentos, até porque hoje ele atravessa período de grande modernização econômica. Nós temos criado as condições para o crescimento sustentado de longo prazo, crescimento que gera empregos e renda para nossa população”, disse o presidente no discurso.

“O trabalho que nosso governo tem levado adiante, sempre em diálogo com a sociedade, tem duas vertentes maiores: pôr em ordem as contas públicas e aprimorar o ambiente de negócios. A verdade é que, no mundo de hoje, não há espaço para improvisação”, acrescentou. (AG)