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Na imprensa internacional, Bolsonaro é descrito como “Trump dos trópicos” e “fervoroso admirador de Trump”

"O Trump dos trópicos passeia pela cidade do Bolsonaro norte-americano" é o título do El País sobre o encontro dos dois presidentes. (Foto: Reprodução)

Não apenas a imprensa nacional cobriu o encontro entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump. Alguns sites e jornais estrangeiros também registraram a reunião na Casa Branca. Bolsonaro foi chamado de “Trump dos trópicos” pelo espanhol El País, que por sua vez se referiu a Trump como “Bolsonaro norte-americano”.

O El País destacou nesta terça-feira (19) que os dois presidentes “exibem sua aliança populista e atiçam o medo ao socialismo”, dizendo que abriram um novo capítulo na relação entre os dois países. “Porém, mais do que resultados concretos, o encontro proporcionou a Brasília um banho de ideologia no país mais poderoso do planeta”, diz o texto.

Mais cedo, no artigo “Trump do trópico passeia pela cidade do Bolsonaro americano”, o jornal lembrou a presença de Steve Bannon ao lado do presidente brasileiro no jantar de sábado (16) à noite na casa do embaixador Sergio Amaral. Bannon foi estrategista de campanha de Donald Trump e hoje é desafeto do presidente americano. O termo “Trump dos trópicos” foi atribuído a Bolsonaro pela imprensa internacional quando o presidente foi eleito. O El País destacou ainda a semelhanças ideológicas entre os dois, como o discurso nacionalista e a negação sobre as mudanças climáticas, além do comportamento “inflamado” nas redes sociais.

O francês Le Monde também destacou as proximidades ideológicas dos dois presidentes, como as denúncias sobre “os perigos do socialismo”, e afirmou que uma das expectativas da reunião seria aumentar a pressão sobre o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. O Le Monde se referiu ao presidente brasileiro como “admirador fervoroso” de Donald Trump.

Já o The Guardian se referiu ao presidente brasileiro como de extrema-direita e enfatizou as declarações de Trump e Bolsonaro sobre suas semelhanças durante a entrevista coletiva. O jornal britânico fez uma transmissão em tempo real das declarações dos dois presidentes. “Bolsonaro diz: Eu acredito que Donald Trump será reeleito”, destacou o jornal.

O canal de notícias de TV a cabo americano CNN deu destaque à menção ao termo “fake news”, utilizado por Bolsonaro, expressão também muito usada por Trump. O presidente brasileiro elencou valores que acredita compartilhar com a nação americana: “Contra a ideologia de gênero, o politicamente correto e as fake news”. “Trump disse depois que estava feliz em ouvir Bolsonaro usar o termo fake news”, escreveu o jornal.

A Fox News, canal aliado de Donald Trump a quem Jair Bolsonaro concedeu uma entrevista exclusiva , noticiou a intenção do presidente dos Estados Unidos de conceder privilégios ao Brasil acerca da OTAN. O jornal enfatizou ainda a declaração do presidente brasileiro sobre imigrantes: “A maioria dos imigrantes não têm boa intenção” , visão que o aproxima de Trump em relação às políticas de imigração, e a frase de Bolsonaro em referência ao slogan de campanha do presidente norte-americano: “Nós queremos um Brasil grande assim como Trump quer uma grande América”. Mais tarde, Bolsonaro voltou atrás na declaração sobre os imigrantes

Já o The Washinton Post deu destaque à repercussão da visita de Bolsonaro no Twitter, demostrando o descontentamento de brasileiros que levaram a hashtag #BolsonaroEnvergonhaoBrasil aos assuntos mais comentados da rede social em escala mundial. De acordo com o jornal, os brasileiros que tuitaram a hashtag denunciaram a suposta “venda” da maior nação da América Latina aos Estados Unidos.

O argentino Clarín também noticiou a aproximação entre os dois países e os elogios mútuos dos presidentes, desde a comparação entre as campanhas eleitorais até aspectos ideológicos. O Clarín abordou ainda os esforços por alianças entre os países manifestados por Bolsonaro no encontro, como a possibilidade de inclusão na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. “Trump disse que está examinando seriamente e que se inclina a conceder privilégios militares ao Brasil, seja na OTAN ou em alguma aliança”, destacou o jornal.

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