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Não passará

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot. (Foto: STF)

Deputados federais de vários partidos maquinam a criação de um fundo público de 3 bilhões de reais destinado a custear as campanhas eleitorais. Alguns acham pouco e querem chegar a 6 bilhões, valor idêntico ao declarado como despesas de todos os candidatos em 2014. Sem considerar os recursos ocultados nos relatórios à Justiça. Dinheiro sujo de propina, cuja extensão só agora se começa a conhecer. O projeto é um absurdo que receberá repúdio da opinião pública. O custeio em 2018 deverá ficar dentro das condições de cada partido e não sustentado pelo Tesouro Nacional que terá déficit, este ano, em torno de 160 bilhões de reais.

Achaque contínuo

O Fundo Partidário, em 2007, era 130 milhões de reais. Passados dez anos, chega 980 milhões. Os aumentos foram se dando em sessões plenárias da Câmara dos Deputados e do Senado nos fins de noite e com votos apenas dos líderes de bancadas. Quanto à prestação de contas do que recebem, segue obscura.

Faz de conta

Apesar das cifras exorbitantes, as campanhas são cada vez mais pobres de conteúdo. Os marqueteiros contratados e responsáveis pela imagem vendem os candidatos como produtos, transformando o programa eleitoral em um talk show, geralmente de muito mau gosto. Enquanto isso, é cada vez mais raro acompanharmos debates ricos de conteúdo, com a discussão de doutrinas e ideologias políticas.

Medidas inadiáveis

A grande beneficiada pelas tão aguardadas mudanças na legislação será a sociedade brasileira. Deve haver empenho para acabar com as coligações nas eleições proporcionais, limitar as contribuições para campanhas e criar a cláusula de barreira, reduzindo o número exagerado de partidos políticos. Manter o quadro atual significa incentivar o funcionamento dos balcões de negociações.

Acúmulo de erros

A maioria dos partidos (são 35 mais 40 na fila) não possui ideologia a ser defendida, tratando-se apenas de meras siglas que vêm à tona durante o processo eleitoral. Aproveitam-se, muitas vezes, de personalidades midiáticas, oportunistas e sem qualquer experiência, que recebem uma grande quantidade de votos e levam consigo outros candidatos sem a menor expressão, eleitos devido ao coeficiente.

Cotado

Quando denúncias do procurador Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer chegarem à Câmara dos Deputados, a tendência é de que o deputado Jones Martins seja o relator na Comissão de Constituição e Justiça. Tem sido constantemente consultado sobre Direito Constitucional, sua área de especialização.

Choque de radicais

Para os que votaram em Donald Trump, esperando grandes emoções, a decisão de cancelar o acordo com Cuba provoca um mergulho inesperado. Exigir contrapartidas como liberdade para presos políticos e existência do pluripartidarismo surpreendem pela ousadia. Ontem, o jornal Granma, órgão oficial do Partido Comunista, anunciou que “qualquer mudança política, econômica ou social, via manobra externa, está destinada ao fracasso.”

Outros tempos

Dia a dia, vai se comprovando: roubar dinheiro público deixou de ser um bom negócio.

Segundo round

Segundo tempo: quem leu o recurso já apresentado pela Rede ao Supremo Tribunal Federal, pedindo novo julgamento da chapa Dilma/Temer, afirma que está embasado em sólida argumentação jurídica.

Quem quer?

A instabilidade é tanta que até ministro interino entrega o cargo, como fez o da Cultura, cujo nome quase ninguém fixou. Convidada ontem, Marta Suplicy recusou.

Temperatura alta

Os moradores desafortunados de Brasília não têm problemas com a temporada do frio. Basta chegar perto do Palácio do Planalto ou do Congresso onde a fogueiras são enormes.

Cena rara

Em Brasília, formam-se longas filas de políticos para assistir ao filme Sigilo Absoluto. Há muito tempo que não ouviam as duas palavras.

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