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“Não pode haver violência”, disse o presidente Michel Temer sobre o momento eleitoral no País

Presidente da República usou metáfora da quebra da imagem de Nossa Senhora Aparecida para dizer que o Brasil precisa se costurar. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente da República, Michel Temer (MDB), participou de missa na sexta-feira (12) em homenagem ao Dia de Nossa Senhora Aparecida. A celebração ocorreu em uma capela improvisada no Centro de Visitação Palmeiras, um dos acessos ao Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Ao fim da celebração, Temer foi chamado a falar. Ele usou a história da imagem de Nossa Senhora Aparecida, que foi quebrada em mais de 200 pedaços em um atentado, para fazer um paralelo com a desarmonia política do País.

Em 1978, a imagem que atualmente fica em um santuário em São Paulo foi quebrada por um jovem que, segundo a narrativa da época, estava “possesso”. “Isso serve como uma simbologia extraordinária para verificar que nada no Brasil nos fraturará. Ao contrário. Se houver uma tentativa de fratura, nós todos vamos colar de modo que, permanentemente, tenhamos a imagem do Brasil inteiramente costurada. Ou seja, brasileiros com brasileiros e não brasileiros contra brasileiros”, declarou.

Ao fim do evento, ele falou por dois minutos com a imprensa e disse que o País precisa de “paz e harmonia e o reencontro entre todos os brasileiros”. “Temos que ter a compreensão que a eleição é um momento político-eleitoral. Logo depois da eleição tem o momento político-administrativo. No momento político eleitoral é natural haver divergência. O que não pode haver é violência. O que deve haver são debates”.

Questionado se há preocupação com os casos de agressão por motivos eleitorais, ele disse que o Governo está reagindo. “Claro que, toda vez que se fala de violência, temos que nos preocupar. Por isso temos que combater, aliás como já estamos fazendo”.

O evento também celebrou o aniversário de 87 anos do Cristo Redentor. O presidente também usou de uma metáfora para falar sobre a situação do País. Temer disse que, com os braços abertos, Cristo está disposto a receber todos: de etnias, raças, credos e pensamentos diferentes. O presidente também respondeu se ele tem se divertido com os memes de opositores pedindo que fique no governo. “Tenho, sim [me divertido] bastante”, afirmou.

MDB

Derrotado nas urnas, o senador por Roraima Romero Jucá, presidente nacional do MDB, anunciou que o partido adotará neutralidade na disputa do segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). No primeiro turno, o partido disputou o Palácio do Planalto com o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o resultado foi apenas 1% dos votos.

Depois de apresentar os argumentos do partido para a neutralidade, Jucá fez um anúncio surpreendente para os padrões da sigla: integrante de todas as bases de sustentação dos presidentes que passaram pela chefia do Executivo federal desde a redemocratização, o MDB estará fora da base parlamentar do próximo governo, seja ele qual for o vencedor desta eleição.

Depois de consultar a maioria da Executiva Nacional e o presidente Michel Temer, Jucá anunciou que o MDB estava “liberando seus membros para votar de acordo com sua consciência e conjuntura estaduais”.

“O MDB sempre esteve atrelado ao governo e agora vamos viver um momento novo, de independência. Não vamos apostar no quanto pior melhor, vamos votar de acordo com o que for melhor para o Brasil”, prometeu.

 

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