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“Não pretendo parecer uma garotinha”, diz Rita Cadillac ao completar 65 anos

"Estou muito bem. Melhor, impossível. Lido bem com minha idade. Me cuido", disse a ex-chacrete. (Foto: Leonardo Aversa/Divulgação)

São mais de 40 anos de uma carreira calcada na sensualidade. Rita de Cássia Coutinho, conhecida no Brasil todo como Rita Cadillac, já foi Madrinha dos Detentos, Rainha do Garimpo e Lady do Povo. Ex-dançarina do antológico programa de TV “Cassino do Chacrinha”, ela participou de longa-metragens, novelas, reality shows, filmes pornô e até de eleições municipais (em 2008, quando tentou ser vereadora de Praia Grande, em São Paulo).

Aos 65 anos, que a artista completou nesta quinta-feira (13), Rita só não admite uma coisa: parar. A ex-chacrete esbanja auto-estima ao falar sobre como está lidando com a terceira idade, diz que não tem arrependimentos, sonha com um programa de rádio e planeja uma biografia, que “tem que sair logo, enquanto eu estiver viva”. Nos próximos dias, ela vai gravar a música “Eu tô aqui pra ser feliz”, versão brasileira de “You make me feel”, sucesso da disco music lançado em 1978 pelo cantor Sylvester.

A sociedade nos anos 80 era bem diferente da atual. Você acha que um programa como o “Cassino do Chacrinha” teria espaço na televisão de hoje?

“Com certeza, o Chacrinha é a cara do Brasil. Ele era muito irônico, debochado, e faria muito sucesso com as coisas que têm acontecido por aqui”.

Mas, hoje, muita coisa aceita naquela época é criticada…

“É verdade que o politicamente correto seria um problema, mas seria um sucesso. Imagine o Chacrinha perguntando quem quer a mandioca da mãe de algum político?”.

Como era sua relação com o Chacrinha?

“Ele se comportava como um misto de pai e patrão. O patrão era exigente com relação aos compromissos, e o pai queria saber tudo o que se passava com cada uma de nós, para nos proteger. Queria saber com quem estávamos nos relacionando, namorando, vetava relacionamentos dentro do programa e etc”.

E dava certo?

“Mais ou menos. Algumas coisas ele provavelmente fingia não saber ou não se importar. Porque não tinha como ele não saber de alguns casos que aconteciam. Uma maneira de evitar o assédio, que era grande, era não deixar uma das meninas aparecer mais do que outras nas transmissões. E isso ele fazia bem”.

Você tem seu nome e sua imagem muito ligados à sensualidade. Como está lidando com o envelhecimento?

“Estou muito bem. Melhor, impossível. Lido bem com minha idade. Me cuido, mas não quero escondê-la e nem pretendo parecer uma garotinha. Eu assumo meus 65 anos sem dificuldade e estou ótima”.

Você sempre foi avessa a plásticas. Aos 65 anos, isso continua?

“Eu só coloquei silicone, e, recentemente, fiz um lifting facial, tirei um pouco da papada, aqui no pescoço, que estava grande. Mas a verdade é que eu sou muito medrosa, mesmo. Por isso que não encaro as cirurgias”.

Aos 50 anos, você falava em publicar uma biografia. Vai sair?

“Estávamos planejando, mas aconteceram muitas coisas desde então, como a participação em “A Fazenda” [Record], e isso ficou para depois. Espero lançar o quanto antes, embora ainda não tenha uma data”.

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