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Nasa anuncia telescópio espacial para estudar mistérios da matéria e energia escuras

Possibilidade de planetas extrassolares abrigarem vida é outro objetivo das missões. (Crédito: Reprodução)

Há mais de 25 anos na órbita da Terra, o telescópio espacial Hubble revolucionou a maneira como a Humanidade vê o Universo. Muito além de imagens espetaculares, suas observações, livres das interferências da atmosfera, renderam milhares de estudos científicos, com descobertas fundamentais como a aceleração da expansão do Cosmo pela misteriosa energia escura, a aglomeração e choque de galáxias atraídas pela gravidade da também enigmática matéria escura e os processos de nascimento e morte de estrelas e planetas.

Prestes a lançar o “sucessor” do Hubble, o telescópio espacial JWST (James Webb), agendado para subir ao espaço em outubro de 2018, a Nasa (agência espacial americana) deu sinal verde para o projeto de um novo observatório espacial para ajudar a responder justamente estes mistérios, e muito provavelmente levantar questões que ainda nem imaginamos sobre o Universo e sua natureza. Batizado WFIRST (Telescópio Infravermelho de Campo Amplo para Levantamentos), ele tem lançamento previsto para meados da década de 2020.

Infravermelho.

Assim como o JWST, o WFIRST vai operar no infravermelho. A escolha dessa faixa para ambos se explica primeiro pelo fato de que, devido à própria expansão do Universo, a luz dos objetos mais distantes foi tão “esticada” que saiu do espectro visível para ela. Isso vai permitir que os equipamentos vejam mais longe no Cosmo e, portanto, mais para trás no seu passado, quando nasciam as primeiras estrelas e galáxias.

Além disso, é nessa faixa do espectro que os astrônomos esperam encontrar com maior facilidade os sinais que permitirão determinar a composição da atmosfera de planetas extrassolares, isto é, que orbitam outras estrelas que não o Sol, e saber se eles são passíveis de abrigar vida, outro dos objetivos principais das duas missões.

Esta missão combina de forma única a capacidade de descobrir e caracterizar planetas além de nosso Sistema Solar com a sensibilidade e a ótica para olhar de maneira ampla e profunda o Universo na busca para decifrar os mistérios da energia e da matéria escuras. Para isso, tanto o JWST quanto o WFIRST serão enviados para um ponto no espaço conhecido como Lagrange 2, localizado a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra na direção oposta do Sol, onde as influências gravitacionais dos dois astros se equilibram e os telescópios podem melhor manter a posição relativa ao nosso planeta.

O WFIRST será dotado de um espelho com 2,4 metros de diâmetro, o que lhe dará o mesmo poder de “ver” objetos longínquos do atual telescópio da Nasa. Sua ótica e estrutura básicas, no entanto, são de um dos dois satélites espiões doados à agência. Além de ajudar a baratear o projeto, o reaproveitado sistema ótico do satélite foi construído para ter um campo de visão cem vezes maior que o do Hubble.

E é justo esta capacidade de observar uma área muito mais ampla do céu de uma só vez que fará do novo telescópio um instrumento ideal para realizar um grande levantamento do Universo, detectando alterações e fenômenos como a explosão de supernovas em galáxias distantes que poderão servir como “régua” para medir a aceleração na sua expansão, e assim revelar mais detalhes sobre o mistério da energia escura. (AG)

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