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Nascido na Colômbia, o ministro da Educação escolhido por Bolsonaro chegou ao Brasil com uma bolsa da Organização dos Estados Americanos

(Foto: Reprodução)

Nascido na Colômbia e naturalizado brasileiro, o futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, chegou ao Brasil em 1973, por meio de uma bolsa de estudos da OEA (Organização dos Estados Americanos). Ele foi admitido no curso de Filosofia da PUCRJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) no primeiro semestre daquele ano.

Rodriguez apresentou um bom desempenho no curso, com boas notas – as piores foram “8” em duas disciplinas de Ciências Humanas. Em 1974, concluiu o mestrado com uma dissertação intitulada “A Filosofia Política de Inspiração Positivista no Brasil”

Depois do mestrado na PUC, Vélez fez doutorado em Filosofia na extinta Universidade Gama Filho nos anos 80. Na década seguinte, ele entrou na Eceme (Escola de Comando e Estado Maior do Exército), localizada no bairro da Urca, onde ele posteriormente daria aulas de Ciência Política para o CPEAEx (Curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército). No início da década passada, Vélez se tornou professor emérito da escola.

Críticas

Responsável por viabilizar a chegada Ricardo Vélez Rodríguez e de outros tantos imigrantes ao Brasil na década de 1970, a Organização dos Estados Americanos foi alvo de ataques por parte de aliados do então candidato presidencial Jair Bolsonaro na reta final de sua campanha para o segundo turno das eleições.

Na época, o presidente do PSL, Gustavo Bebiano, chegou a afirmar publicamente que a “OEA tem zero credibilidade” ao criticar a declaração feita pela chefe da missão da entidade que acompanhava as eleições no Brasil, Laura Chinchilla.

Ex-presidente da Costa Rica, ela havia dito que a divulgação de notícias falsas no País por meio do WhatsApp poderia ser um “fenômeno sem precedentes”.

A entidade

A Organização dos Estados Americanos foi fundada em 30 de abril de 1948, constituindo-se como um dos organismos regionais mais antigos do mundo, sendo fundada três anos após a criação da ONU (Organização das Nações Unidas).

Com 21 países signatários, dentre eles o Brasil, a entidade se define como um organismo regional dentro das Nações Unidas. Os países-membros se comprometem a defender os interesses do continente americano, buscando soluções pacíficas para o desenvolvimento econômico, social e cultural.

Em 11 de setembro de 2001 (mesmo dia dos fatídicos ataques terroristas nos Estados Unidos), foi assinada a “Carta Democrática Interamericana” entre todos os países-membros da OEA. O documento tem por objetivo fortalecer o estabelecimento de democracias representativas na região.

Os seus atuais 35 Estados-membros definiram como prioridade de seus trabalhos, desde 1990, o fortalecimento da democracia e assuntos relacionados com o comércio e integração econômica, controle de entorpecentes, repressão ao terrorismo e corrupção, lavagem de dinheiro e questões ambientais.

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