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“No Brasil tem direito para tudo, só não tem emprego”, disse o presidente eleito Jair Bolsonaro

Presidente eleito também disse que não tem como impedir o aumento dos salários do Judiciário. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Jair Bolsonaro disse na sexta-feira (09) que é preciso aprovar a Reforma da Previdência e rever alguns direitos trabalhistas para garantir o aumento no número de ofertas de emprego no País. “Aqui no Brasil, o País dos direitos, tem direito para tudo, só não tem emprego”.

No entanto, o presidente eleito afirmou que não vai retirar os direitos trabalhistas garantidos pela Constituição. “Nós queremos destravar a economia”. Bolsonaro, que fez uma transmissão ao vivo da casa dele, no Rio de Janeiro, também disse que deve divulgar na próxima semana os nomes dos ministros do Meio Ambiente, da Saúde e de Relações Internacionais.

Sobre o Meio Ambiente, o presidente eleito comentou que o nome será uma escolha dele, diferente do que aconteceu com Tereza Cristina, que foi uma indicação da bancada do agronegócio para o Ministério da Agricultura. “Quem vai indicar o ministro do Meio Ambiente? O Jair Messias Bolsonaro”.

Bolsonaro também falou sobre o futuro Ministério da Educação e criticou as questões do Enem deste ano e a ideologia de gênero. “Os pais querem ter tranquilidade quando mandam o filho para a escola. Não é para aprender a fazer sexo”.

Aumento do Judiciário

O presidente eleito rebateu as críticas de que o aumento dos salários do Judiciário é a primeira derrota do governo dele. De acordo com Bolsonaro, ele ainda não é presidente e que esses comentários são para criar “problemas junto as instituições”.

“Estão colocando na minha conta o reajuste do Judiciário, como se eu tivesse poderes para impedir. Eu dei a minha opinião, que era inoportuno, mas a decisão não é minha, a decisão é do presidente Michel Temer (MDB)”.

Reforma da Previdência

Sobre a Reforma da Previdência, Bolsonaro disse que seria um “absurdo” aumentar a contribuição previdenciária, mas reafirmou que pretende votar a Reforma da Previdência. “Queremos a reforma previdenciária, mas não como está aí.”

Exploração da Amazônia

O presidente eleito também mostrou interesse em permitir que empresas de alguns países explorem os recursos naturais da Amazônia. Em transmissão ao vivo pelo Facebook, questionou “por que não fazer acordo” para explorar a região, “sem viés ideológico”.

Bolsonaro afirmou que os Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e ICMBio (Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) cometem “caprichos”.

Ele disse ainda que pretende avançar com o turismo em áreas protegidas ambientalmente para garantir que não sejam abandonadas. “Se tivesse hotéis em áreas protegidas, o meio ambiente estaria preservado. O turismo preservaria o meio ambiente e não essa forma xiita do Ibama”.

Embora mostre interesse em explorar a Amazônia, Bolsonaro não informou quais setores e países teriam acesso à região em seu governo. Com a China, especificamente, disse não ter problema e que prova disso é que recebeu o embaixador do país asiático.

Durante a campanha, Bolsonaro criticou a presença chinesa no mercado brasileiro, sobretudo, no setor elétrico, ao afirmar que o País não comprava no Brasil, mas o Brasil. Mais uma vez, apenas citou o mercado de nióbio, que, segundo o presidente eleito, “não será privatizado”.

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