Domingo, 15 de Dezembro de 2019

Porto Alegre
Porto Alegre
24°
Partly Cloudy

Geral No Registro Geral de Animais do Rio de Janeiro, cães e gatos terão microchip

Gato recebe microchip no Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman. (Foto: Nelson Duarte/Prefeitura do Rio)

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, lançou nesta segunda-feira (16) a plataforma digital Sisbicho, que cria um cadastro on-line gratuito de cães, gatos e outros animais domésticos com microchip. Os bichinhos terão carteira oficial de identificação com direito até a foto. A medida, inédita no Estado, permitirá uma série de avanços na prevenção de riscos à saúde pública e viabilizará a implantação do Registro Geral de Animais (RGA). É recomendável a todos os proprietários que façam a aplicação do microchip em seus animais, porque será obrigatória nos casos de doação e comercialização dos bichos. As informações são da prefeitura do Rio.

Para que a posse do animal seja responsável, estamos criando esse sistema de registro dos nossos bichos. No chip vai constar toda a vida do animal, suas intervenções cirúrgicas e tratamentos”, afirmou Crivella.

Dados como nome, raça, data de nascimento e o número do chip – que facilita o embarque dos bichos em voos e auxilia na localização dos que fugirem, estiverem perdidos ou forem roubados – estarão disponíveis no novo sistema. O acesso será pelo portal da Prefeitura na internet ou pelo endereço eletrônico sisbicho.rio. Entre outras vantagens, o município poderá dimensionar a quantidade de animais existentes em cada região. Isso ajudará na definição de ações de saúde pública, como é o caso da campanha de vacinação contra raiva.

O RGA é único e permanente, como a nossa carteira de identidade. Construímos uma ferramenta que permite o registro do microchip, adotado em muitos países, já exigido para o embarque em voos internacionais e essencial para o funcionamento pleno do sistema, pois possibilita a identificação do animal e a vinculação ao seu responsável. Estamos implantando no município um programa de trabalho especial para o combate ao abandono de animais, de estímulo à posse responsável e de auxílio para avançarmos com as políticas públicas de prevenção aos riscos da saúde de todos”, explica a médica-veterinária Márcia Rolim, subsecretária de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa), pasta vinculada à Secretaria Municipal de Saúde.

O Sisbicho é resultado de mais uma parceria da Subvisa com a Empresa Municipal de Informática do Município do Rio de Janeiro (IplanRio). O cadastro de dados será feito por profissionais de clínicas e consultórios veterinários, petshops, banho e tosa, hotéis para animais de companhia, canis, abrigos e sociedades protetoras. Para isso, os estabelecimentos precisam estar credenciados pela Subvisa e em dia com o licenciamento sanitário.

Técnicos das unidades de atendimento da Subsecretaria de Bem-Estar Animal (Subem) também poderão acessar o Sisbicho, que possibilita alterações de informações em casos de adoção, venda ou troca de dono ou tutor e mesmo morte do animal. As informações só podem ser visualizadas por quem fez o cadastro e por profissionais das unidades da Prefeitura. Mas o proprietário pode optar por não disponibilizar nenhum dos dados, aparecendo apenas o e-mail fornecido durante o cadastro.

Para ter acesso ao Sisbicho, clínicas, consultórios, canis, sociedades protetoras e demais estabelecimentos pets devem se credenciar presencialmente na Coordenação de Vigilância em Zoonoses, na Rua do Lavradio, 180, 4º andar, na Lapa, sede da Subvisa, órgão gestor do novo sistema. O processo será feito pelo representante legal ou procurador da empresa a ser credenciada, mediante apresentação da original ou cópia do alvará do estabelecimento e do contrato social; licença sanitária impressa; comprovante de responsabilidade técnica do médico-veterinário; ficha de solicitação de credenciamento preenchida e assinada; e procuração para o profissional que não esteja no contrato social da empresa.

Voltar Todas de Geral

Compartilhe esta notícia:

Prebióticos alimentam “bactérias boas” do organismo e podem ser usados diretamente na pele
Partidos de esquerda tentam reatar diálogo nas igrejas
Deixe seu comentário
Pode te interessar