Home > Bem-Estar > A luz artificial aumenta em 14% o risco de câncer de mama

No reino das fraudes

A chuva torrencial de denúncias de corrupção, provocando ondas avassaladoras, coincide com os quatro anos de aprovação da Lei Anticorrupção, criada para punir corruptores e agentes de governos que atentassem contra o patrimônio público. Esperava-se que a partir de abril de 2013 mudasse o comportamento com as punições mais rigorosas, mas pouco adiantou. Os dois lados continuaram com o jogo sujo.
A cobrança de propina, prática habitual de muitos anos, seguiu solta como apontam as delações. Resultou no aumento do custo de obras em centenas de milhões de reais. Dinheiro que faltou para a prestação de serviços públicos.
A dilapidação alcançou qualquer setor em que o volume de dinheiro fosse o suficiente para seduzir corruptos compulsivos. Destroçaram as finanças públicas e se locupletaram criminosamente.

UM DIA IRIA ESTOURAR

Ao mesmo tempo, o caixa 2 correu solto. O que mais impressiona é o fato de os partidos terem feito campanhas milionárias, muito acima do que indicavam as prestações de contas, sem que os órgãos de fiscalização tenham percebido. Apesar de todas as evidências. Foi uma longa temporada de pista livre para candidatos que foram em busca das minas de ouro e saíram com as maletas abarrotados.

NÃO TERMINOU

Quanto mais a Polícia Federal e o Ministério Público Federal procuram desvios e falcatruas, elas aparecem fartas, abundantes e inacreditáveis.

EXÍMIOS NOS ERROS

Poucos administradores públicos brasileiros ouviram falar sobre o jornalista norte-americano Henry Mencken, que viveu entre 1880 e 1956. Muitos, porém, adotam o que escreveu certa vez: “Sempre existe soluções fáceis para qualquer problema. Soluções simples, plausíveis e erradas.”

DIAGNÓSTICO

Durante o encontro de jornalistas no café da Assembleia Legislativa, ontem, Benjamin Franklin, figura notável da história norte-americana do século 18, foi lembrado: “Bem aventurados os que nada esperam, pois nunca serão desapontados.”
O assunto, claro, era o escândalo envolvendo políticos.

CONSELHO RECUSADO

Na campanha presidencial de 1955, o candidato Juarez Távora, do Partido Democrata Cristão, fazia roteiro pelo interior do Estado de São Paulo. Ao chegar a Ribeirão Preto, foi efusivamente saudado pela população. Subiu ao palanque e começou discurso que era interrompido por aplausos. Militar de carreira, quase ao final, deixou o recado: “No meu governo, todo mundo vai ter que trabalhar.” Um correligionário que segurava uma bandeira bradou: “O senhor vai ganhar, sim, mas já começa a nos perseguir.”
Com 30 por cento do total de votos no País, Távora perdeu para Juscelino Kubitschek que atingiu 35 por cento. Em terceiro lugar ficou Ademar de Barros com 25 por cento.

RÁPIDAS

* Chegamos ao terceiro dia do apocalipse.

* As delações vão entrar na era das provas.

* A cada ameaça de crise institucional, o cardápio não muda. Em Brasília, voltam a falar no parlamentarismo como a melhor saída.

* Consultoria contratada pela Prefeitura de Porto Alegre vai propor a criação da Secretaria de Resultados com o método de cobranças semanais.

* Grupo de deputados levará à mesa diretora da Assembleia Legislativa temas para debates no segundo semestre. Um deles: por que o setor público é menos eficiente do que o privado?

* Na política, as tempestades em copo d’água são substituídas por baldes de lama.

Comentários