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A Noruega mandou matar mais de 1.400 renas

A doença CWD ataca o sistema nervoso central, mas, segundo especialista, não há registros de transmissão a humanos. (Foto: Reprodução)

Para conter uma doença cerebral contagiosa, mais de 1.400 renas selvagens foram mortas na Noruega desde novembro. O Ministério do Meio de Ambiente da Noruega comunicou, na terça-feira, ter concluído o abate, iniciado depois que a doença foi detectada em 17 animais. Ao todo, 38 mil foram examinados.

Os testes mostraram que 17 das renas abatidas na região de Nordfjella, entre Oslo e Bergen, apresentavam a perigosa Doença da Debilidade Crônica (CWD, na sigla em inglês). Até agora, a Noruega é o único país da Europa que registrou a doença.

A CWD é uma doença contagiosa, semelhante ao Mal da Vaca Louca (Encefalopatia espongiforme bovina) e a Scrapie (Paraplexia enzoótica dos Ovinos). A CWD ataca o sistema nervoso central e é fatal. Segundo especialistas, não há registros de transmissão de CWD a humanos e animais de estimação.

“É triste que a doença tenha eclodido em nosso país e foi uma decisão difícil de abater todo o rebanho”, disse o ministro da Agricultura da Noruega, Jon Georg Dale, que acrescentou que a tarefa foi completada antes da temporada de partos. Ele garantiu a existência de planos de reintroduzir renas selvagens saudáveis na região de Nordfjella.

A CWD foi detectada pela primeira vez em abril de 2016 numa rena que vivia nas montanhas entre Hemsedal e Laerdal, no centro do país. Foi o primeiro caso da doença fora da América do Norte ou da Coreia do Sul.

Caçadores na região receberam um pedido para que enviasse as cabeças de alces e renas mortos para um instituto veterinário. Depois que a doença foi constatada em outras duas renas e dois alces, o Ministério da Agricultura da Noruega decidiu abater o rebanho.

Não está claro como as renas selvagens contraíram a doença degenerativa. Provavelmente o agente patogênico é transmitido por meio de carcaças de animais doentes e fezes. A CWD não é curável, os cervídeos infectados morrem. Por razões de segurança, a carne de cervídeos das áreas afetadas deve ser examinada antes do consumo.

Atropeladas

Mais de 100 renas morreram nos últimos dias, na Noruega, depois de serem apanhadas nos carris e atropeladas por comboios de carga em excesso de velocidade.

A situação originou vários pedidos para a criação de barreiras entre os carris e a zona por onde passam os animais, pelo menos durante a sua época de migração. Torstein Appfjell, um pastor de renas, diz ter ficado “atordoado de raiva” e descreveu as mortes como “totalmente trágicas” e “sem precedentes”, conta a Fox News. O homem acrescentou ainda que o pior incidente teve lugar no sábado, quando morreram 65 renas.

As mortes registadas desde a quinta-feira passada perfazem um total que ultrapassa as 100, o que faz com que seja o pior período anual na zona. Pelo menos 250 animais foram mortos em acidentes de comboio desde novembro do ano passado.

Os grupos de renas, guiadas pelos seus pastores, têm migrado dos seus pastos de verão nas regiões montanhosas da Noruega para a costa. Mas muitos dos animais têm sido apanhados nos carris.

Os habitantes locais, depois de verem os animais a morrer todos os anos, têm exigido a construção de uma barreira para prevenir que as renas cheguem às linhas de comboio.

 Segundo os meios de comunicação locais, citados pela Fox News, a empresa responsável pelos comboios tem pedido aos maquinistas para reduzir a velocidade naquela zona

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