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Nos últimos anos, a imprensa flagrou diversas anotações e mensagens de Bolsonaro, algumas delas escritas nas próprias mãos

Durante a campanha, câmeras registraram "colas" do então presidenciável. (Foto: Reprodução)

Nos últimos cinco anos, anotações e mensagens do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foram flagradas pela imprensa em diferentes momentos. A mais recente foi uma pergunta feita, em um pedaço de papel, ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante cerimônia de formatura de novos procuradores da República, em Brasília.

Bolsonaro também já foi flagrado com uma “cola” escrita na mão em entrevistas e debates, além de ter exposta uma conversa no WhatsApp com um de seus filhos. Em 2015, quando ainda era deputado federal mas já indicava que seria candidato a presidente, Bolsonaro participou do programa “Mariana Godoy Entrevista”, da RedeTV!.

Após cerca de meia hora de conversa, a jornalista resolveu tirar uma dúvida dos telespectadores: o que estava escrito na mão esquerda do entrevistado? Em sua mão, estavam escritos termos como “greve” e “ameaçadas”. Bolsonaro fez referência a um editorial feito pelo jornalista Roberto Marinho, fundador do Grupo Globo, em 7 de outubro de 1984.

“Participamos da revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas por greves generalizadas, distúrbios sociais e corrupção generalizada. Palmas para o doutor Roberto Marinho”, disse o então deputado. Anos depois, o grupo de comunicação reviu sua posição na época. “De vez em quando, eu escrevo assim. De vez em quando, eu escrevo”, comentou Bolsonaro. E lembrou que, “na Academia Militar dos Agulhas Negras, a ‘cola’ leva ao desligamento”.

No último debate em que participou durante a disputa pela Presidência, realizado pela RedeTV em 17 de agosto do ano passado, Bolsonaro levou três palavras anotadas em sua mão esquerda: “pesquisa”, “armas” e “Lula” – esta última, em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda era candidato ao Palácio do Planalto na ocasião, antes de ter o registro cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em razão da Lei da Ficha Limpa.

Bolsonaro leu sua mão antes de fazer uma pergunta a Marina Silva (Rede), que também estava na disputa. Ele aproveitou para fazer um discurso, lembrando que a emissora não deveria permitir um púlpito vazio no estúdio que fizesse referência a Lula, que se encontrava preso em Curitiba. “Não podemos dar espaço aqui para um bandido condenado por corrupção frequentar esse debate, mesmo que seja virtual”.

Nos dez segundos que restaram para fazer a pergunta a Marina (ele tinha 30 segundos), Bolsonaro questionou a oponente se ela era favorável à posse de armas. Após a negativa, a candidata disse que o atual presidente “acha que resolve tudo no grito”.

Menos de duas semanas depois desse debate, Bolsonaro voltou a usar anotações na mão esquerda, em entrevista ao “Jornal Nacional”, da Rede Globo. Desta vez, ele escreveu os termos “Deus”, “família” e “Brasil”. Contudo, ele não apareceu em imagens lendo as anotações. Ao que parece, o então candidato não usou a “cola” para desenvolver suas respostas.

WhatsApp

Em fevereiro de 2017, Bolsonaro tentou conquistar a presidência da Câmara. Durante sessão para escolha do líder da Casa, o então parlamentar foi flagrado pelo fotógrafo Lula Marques, em uma conversa no WhatsApp com o também deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu filho.

Na mensagem, é possível ler Bolsonaro dizendo: “Papel de filho-da-puta que você está fazendo comigo. Tens moral para falar do Renan? Irresponsável! Não vou te visitar na Papuda [presídio no Distrito Federal]”, disse. “Se a imprensa te descobrir aí, e o que está fazendo, vão comer seu fígado e o meu. Retorne imediatamente”.

Eduardo estava na Austrália no período da votação. Uma semana depois, pai e filho publicaram um vídeo no Facebook em que justifcavam a situação. O argumento de Bolsonaro é de que o fotógrafo havia invadido sua privacidade. O fotógrafo apagou de sua página no Facebook o post que expunha o diálogo.

O flagra mais recente foi na cerimônia realizada em Brasília, na última sexta-feira. Em um bilhete, Bolsonaro pergunta ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se Fernando Collor era candidato. Segundo a “Folha de S.Paulo”, o parlamentar “leu a pergunta, sorriu e falou algo baixinho para o presidente da República, que recolheu o papel e Maia falou ao seu ouvido”.

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