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Noventa e cinco pessoas morreram por dengue, zika ou chikungunya neste ano no Brasil

O mosquito Aedes aegypti transmite a dengue, a zika e a chikungunya. (Foto: Reprodução)

Entre 31 de dezembro de 2017 e 14 de julho de 2018, 95 mortes por dengue (80), chikungunya (13) e zika (2) foram confirmadas no Brasil. Os dados fazem parte do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado na terça-feira (07). As três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Em relação aos dados referentes ao mês de junho, há um aumento de 19,7% no número de mortos. O aumento na taxa não necessariamente corresponde a um incremento no número de mortes no período, já que o Ministério da Saúde não confirma a causa das mortes no momento em que elas ocorrem. Por isso, há a possibilidade de que os óbitos apresentados agora tenham ocorrido em um período anterior.

De modo geral, regiões do Brasil apresentam distribuições diferentes de arboviroses (doenças transmitidas por mosquito): o Centro-Oeste lidera casos de dengue; já o Sudeste sai à frente em relação ao chikungunya e ao vírus da zika.

Dengue

Em relação à dengue, além das 80 mortes, o Brasil registrou 174 casos de dengue grave e 1.987 casos de dengue com sinais de alarme. Entre os casos e mortes por dengue, a região Centro-Oeste responde pela maior parte – com o município de São Simão (GO) apresentando o maior número de casos. São 7.117,8 casos a cada 100 mil habitantes.

Chikungunya

O Ministério da Saúde confirmou 13 mortes por chikungunya e 40.841 casos do vírus. A Região Sudeste apresentou o maior número de casos prováveis em relação ao resto do País. O município de Itaocara (RJ) foi o que mais registrou infecções, com 2.947,2 casos a cada 100 mil habitantes.

Zika

Já o vírus da zika fez duas vítimas adultas: uma em Alagoas e outra na Paraíba. O Ministério da Saúde confirmou 2435 infecções pelo País – com 338 infecções em gestantes. A Região Sudeste apresentou o maior número de casos prováveis.

Sarampo e pólio

Todas as crianças de 1 ano a 5 anos incompletos devem ser vacinadas contra a pólio e o sarampo, independente da situação vacinal, até o dia 31 de agosto. No Rio Grande do Sul, há mais de 528 mil crianças nessa faixa etária. Segundo o governo do Estado, a meta é vacinar pelo menos 95% desse público. A campanha de vacinação começou na segunda-feira (06).

O dia D de mobilização nacional será realizado em 18 de agosto, um sábado, quando aproximadamente 2 mil postos de vacinação no RS estarão abertos para a imunização. A campanha tem o objetivo de aumentar os índices de cobertura vacinal e, assim, diminuir a possibilidade de retorno da pólio e a propagação do sarampo, doenças que já eram consideradas eliminadas no Brasil.

Sarampo

O sarampo não era registrado no Brasil desde 2015. No entanto, neste ano já foram confirmados mais de 1.050 casos da doença, inclusive com cinco mortes no Norte do País. No Rio Grande do Sul, até o momento há 13 casos confirmados em pessoas com histórico de viagem à Europa e ao Amazonas ou em pessoas com contato próximo a elas.

Pólio

A pólio, também chamada de poliomielite ou paralisia infantil, está erradicada do Brasil desde 1994. O último caso registrado no Estado foi em 1983. Na campanha que ocorre neste mês, a vacinação é indiscriminada, ou seja, ela é indicada para todas as crianças dessa faixa etária, independente se estão com as doses de rotina em dia ou não e desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.