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Novos cortes: Capes terá mais de 5 mil bolsas suspensas a partir deste mês

A previsão é que, nos próximos quatro anos, R$ 544 milhões deixem de ser investidos em bolsas. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) terá 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado cortadas a partir deste mês. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (02) e faz parte do contingenciamento que foi anunciado para o orçamento da Fundação.

Este é o terceiro comunicado feito este ano a respeito das bolsas de pós-graduação. Ao todo, a Capes deixará de oferecer cerca de 11 mil bolsas e não serão aceitos novos pesquisadores para o ano de 2019. De acordo com a Coordenação, a ação tem como objetivo preservar a parcela principal dos benefícios, assegurando o pagamento de todas as bolsas que estão ativas.

A medida representa uma economia de R$37,8 milhões em 2019, podendo chegar a R$544 milhões nos próximos quatro anos. Este é considerado o período de vida útil das bolsas, e pretende garantir o pagamento de todos os bolsistas já cadastrados nos Sistemas de Acompanhamento de Concessões (SAC) e de Controle de Bolsas e Auxílios (SCBA).

O Ministério da Educação (MEC) divulgou que em 2020 a Capes só terá metade do Orçamento de 2019. Na proposta de orçamento para 2020, a perda prevista para todo o MEC é de 9%. De acordo com o presidente da Capes, Anderson Correia, a Coordenação e o MEC estão buscando alternativas para recompor o orçamento de 2020. Nesta semana, também foi divulgado que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um dos maiores financiadores da pesquisa no Brasil, não garante orçamento suficiente para pagar bolsas a partir de setembro. A ação pode afetar cerca de 79.500 bolsistas ativos no Brasil.