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O advogado do agressor de Bolsonaro defendeu condenados nos casos Eliza Samudio e Dorothy Stang

Zanone de Oliveira Jr. diz ter sido procurado por pessoa de Montes Claros (MG); outros 3 advogados atuam no caso. (Foto: Reprodução)

Um dos quatro advogados de defesa do agressor de Jair Bolsonaro (PSL) atuou em casos de grande repercussão, como o do goleiro Bruno e da missionária americana Dorothy Stang. O criminalista Zanone Manuel de Oliveira Junior afirmou na sexta-feira (7) que não conhecia Adélio Bispo de Oliveira, autor do ataque com uma faca durante evento de campanha em Juiz de Fora (MG), e que foi contratado por um religioso de Montes Claros.

Segundo ele, esse colaborador pediu anonimato e já pagou os trabalhos da defesa realizados até agora em Juiz de Fora. Ele não revelou valores.

Zanone Junior e outros três defensores – Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, Fernando Costa Oliveira Magalhães e Marcelo Manoel da Costa – estiveram presentes na audiência de custódia realizada pela Justiça de Juiz de Fora.

O advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior diz ter recebido uma mensagem por WhatsApp na tarde de quinta-feira (6), dia em que o presidenciável do PSL foi atacado por Adélio Bispo de Oliveira. Um interlocutor, segundo ele, queria saber se ele topava defender o homem que tinha acabado de esfaquear o líder nas pesquisas de intenção de voto na corrida pela Presidência da República.

Segundo Zanone, a pessoa que o procurou disse ser ligada à família do agressor e a uma “congregação evangélica de Montes Claros”. Também disse ter lido o nome de Zanone em um grupo de WhatsApp ao procurar por um especialista em júri. Como se tratava de uma tentativa de homicídio, o interlocutor, diz ele, acreditava que o caso seria julgado por um júri, e que por isso era necessário um especialista.

Professor universitário, autor de palestras sobre o assunto e professor de cursinhos para concurseiros, Zanone é famoso no meio jurídico de Belo Horizonte. O advogado então teria sido indicado no grupo do aplicativo de mensagens.

Segundo Zanone, o homem – cuja identidade ele não revela, alegando sigilo contratual – informou que pensava em fazer uma vaquinha com pessoas da igreja à qual pertence para financiar a defesa de Adélio.

“A pessoa falou que tem conhecimento com a família e com o pessoal da igreja e que tinha gente lá conversando se iam ou não fazer uma vaquinha para financiar”, disse Zanone.

O custo do psiquiatra que será enviado ao presídio federal de Campo Grande (MS), para onde Adélio foi transferido neste sábado (8), de acordo com o advogado, gira em torno de R$ 20 mil. O médico fará, provavelmente na próxima semana, a depender de autorização da juíza Patrícia Alencar, uma avaliação psiquiátrica do agressor.

Depois de ter recebido a mensagem do interessado em financiar a defesa, Zanone acionou um dos advogados de seu escritório, Pedro Augusto Possa, de Barbacena, para que se deslocasse a Juiz de Fora.

“A primeira ordem que dei foi: ‘meta a blindagem no cliente, deixe ele quieto, não deixa falar nada”, disse o advogado.

Não adiantou. Àquela altura, Adélio já tinha confessado o crime.

Zanone diz que assinou um contrato de sigilo com o financiador da defesa prometendo que não revelaria sua identidade em hipótese alguma.

 

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