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O advogado do agressor de Bolsonaro disse que recebeu seus honorários em dinheiro vivo

O advogado de defesa do agressor de Bolsonaro, Zanone Oliveira Junior. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O advogado Zanone Oliveira Junior, que defende o agressor de Jair Bolsonaro, afirma que seguirá mantendo o sigilo, a pedido do contratante. E diz que até agora só recebeu uma parcela da remuneração pelo serviço — em espécie. Esse é um dos mistérios do caso: quem paga os defensores do agressor.

“Não foi feito nada em banco, não. Eu tive o primeiro contato com a pessoa, que me pagou a primeira parcela em dinheiro”, relata. “Dizem que já tem sete vaquinhas arrecadando recursos para o pagamento da defesa. Mas até agora nada foi repassado para mim.”

Ele também diz estar convicto de que seus telefones estão sendo grampeados pela polícia. “Eu não acho, eu tenho certeza”.

Para ele, a essa altura as autoridades federais já interceptaram as comunicações e até o sigilo bancário das pessoas ligadas a Adélio Bispo de Oliveira, que deu a facada no presidenciável.

Ele relata também que “muita gente já me procurou em privado para ajudar o Adélio. Podem ser cristãos ou pessoas demoníacas. Não sei. Mas querem auxiliar”. A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Igreja ameaça processar advogado

O departamento jurídico da igreja Testemunhas de Jeová avalia ingressar na Justiça contra o criminalista Zanone Oliveira Junior por ter declarado que foi contratado para defender o agressor de Jair Bolsonaro por uma pessoa ligada à agremiação. Desde que ele fez a afirmação, a igreja tenta contatá-lo para pedir que diga quem da comunidade paga por seus serviços ou se retrate publicamente. A avaliação é que o advogado envolveu a imagem da igreja no episódio, ajudando a estigmatizá-la ainda mais. “Abominamos o que o agressor fez”, diz a igreja via assessoria.

A igreja chegou a divulgar nota pública para dizer que “Adélio Bispo de Oliveira (o agressor de Bolsonaro) e sua família não são Testemunhas de Jeová ou têm vínculos com ela” e que “lamenta” o ocorrido com o candidato.

Procurado pelo jornal Estado de S. Paulo Zanone já não foi mais tão assertivo quanto aos vínculos do contratante. “É uma pessoa que conhece o Adélio do meio evangélico, não necessariamente Testemunha de Jeová”, disse.

Aceita que dói menos. O perfil de Zanone no Facebook foi alvo de críticas e ofensas. Ele diz estar acostumado, já que trabalha com casos de homicídio há duas décadas. “Nenhum acusado será julgado sem defensor. Se não for eu, outros virão”, afirma.

A defesa do agressor de Bolsonaro está compilando polêmicas declarações do candidato sobre mulheres, negros e homossexuais. Vai alegar que o Código Penal prevê atenuar a pena de crime cometido por “motivo de relevante valor social ou moral”.

Voto contra

Em 2015, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidenciável, votou contra a aprovação de um projeto que classifica facas como armas brancas.

“Quando começarem a atacar as pessoas com pedras, cacos de vidro, vamos proibir? A discussão não é essa; é a impunidade”, disse na época. O projeto foi sancionado.

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