Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019

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Brasil O agrotóxico glifosato não causa danos graves à saúde, disse a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. No entanto, ela reconhece que há riscos para os trabalhadores que manuseiam o produto

Diretores da Anvisa aprovaram o relatório com as conclusões favoráveis ao agrotóxico. (Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu que o glifosato, agrotóxico mais utilizado no Brasil e em vários países, não causa danos graves à saúde humana como câncer, mutações genéticas, malformação fetal e não é tóxico para a reprodução.

Segundo a agência reguladora, a conclusão é semelhante às obtidas em outros países que recentemente fizeram revisão do uso do glifosato no campo, como os Estados Unidos e o Canadá, além da União Europeia.

Para chegar a essas conclusões, a Anvisa levou 11 anos para finalizar seus estudos científicos de reavaliação toxicológica do glifosato. No ano passado, uma liminar da Justiça Federal em Brasília chegou a determinar a suspensão da venda do glifosato até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária finalizasse essa reavaliação, mas antes de a decisão entrar em vigor a Advocacia-Geral da União (AGU) derrubou a liminar a pedido do Ministério da Agricultura.

Na terça-feira, em reunião colegiada, diretores da Anvisa aprovaram o relatório com as conclusões favoráveis ao agrotóxico e propuseram uma minuta de resolução, que ficará 90 dias sob consulta pública. Apesar de descartar danos sérios à saúde humana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, propôs restrições ao uso do agroquímico por trabalhadores que fazem o manejo do defensivo em diferentes lavouras como soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar.

O relatório final sobre o glifosato foi resultado de 16 pareceres da agência e outros três externos. A Anvisa avaliou a presença do glifosato em 906 amostras de arroz, manga e uva. E também monitorou 22.704 amostras de água, que indicaram que em apenas 0,03% dos casos havia presença de glifosato em nível acima do limite permitido.

“A principal conclusão da reavaliação é que o glifosato apresenta maior risco para os trabalhadores que atuam em lavouras e para as pessoas que vivem próximas a estas áreas. Por isso, as principais medidas propostas estão relacionadas ao manejo do produto durante a sua aplicação e a sua dispersão”, informou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária em comunicado divulgado esta semana.

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