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A ONU manifesta preocupação com os atos de violência durante o período eleitoral no Brasil

Porta-voz do escritório fez um apelo aos líderes políticos pedindo que se mobilizem para refrear as ocorrências. (Foto: Nelson Jr./ASICS/TSE)

O ACNUDH (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos) condenou as agressões praticadas no Brasil durante as eleições deste ano. Em nota, a porta-voz do escritório, Ravina Shamdasani, fez, ainda, um apelo aos líderes políticos, pedindo que se mobilizem para refrear as ocorrências.

“Nós condenamos quaisquer atos de violência e pedimos uma investigação imediata, imparcial e efetiva desses acontecimentos. O discurso violento e inflamado presente nessas eleições, sobretudo contra LGBTI, mulheres, afrodescendentes e aqueles com diferentes visões políticas, é profundamente preocupante, particularmente em razão dos relatos de violência cometida contra esses indivíduos”, diz a representante no informe.

Iniciativas da sociedade civil têm mapeado incidentes observados em todo o País

Diversas iniciativas criadas espontaneamente por membros da sociedade civil têm mapeado incidentes observados em todo o País. Um mapa gerado no Google Maps, intitulado Violência política no Brasil, mostra pelo menos 53 casos de agressões reportadas pela mídia.

O Mapa da Violência também tem reunido denúncias, que são reportadas de forma voluntária, além daquelas já abordadas pela imprensa. Embora parte significativa das vítimas pertença a minorias sociais, no site há narrações que fogem a esse perfil, como a história contada por um homem de 38 anos, que se autodeclara branco e heterossexual. Ele alega ter sofrido uma possível intimidação, devido à sua posição política.

“Um caminhão me fechou na estrada, colou na traseira do meu carro buzinando e me prensou contra um outro caminhão. Eu estava usando um adesivo perfurado de um candidato do PT a Deputado. Ele não colocou apenas a minha vida em risco, mas também a do outro caminhoneiro”, afirma. Segundo a vítima, o caso ocorreu no Paraná.

Outro depoimento postado diz respeito a um homem do Rio de Janeiro, também branco e heterossexual, de 35 anos, que teria sido hostilizado por causa dos dizeres estampados em sua roupa. “Algumas pessoas vestidas de vermelho rasgaram minha camisa amarela que estava escrito ‘Deus acima de tudo’”, conta.

Prisão

Nenhum candidato que participará do segundo turno das eleições poderá ser detido ou preso, a partir deste sábado (13), a não ser em caso de flagrante delito. A regra, que restringe a prisão de candidatos nos 15 dias que antecedem as eleições, está no parágrafo 1º do artigo 236 da Lei nº 4.737/1965 do Código Eleitoral.

Disputarão o segundo turno, no dia 28 de outubro, os candidatos a presidente da República Jair Bolsonaro, da Coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos (PSL/PRTB), e Fernando Haddad, da Coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PC do B/PROS), além de 28 candidatos a governador em 13 Estados e no Distrito Federal.

Fake News

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) lançou uma página na internet para ajudar a esclarecer o eleitorado brasileiro sobre as notícias falsas – ou fake news, no termo em inglês – que vêm sendo disseminadas pelas redes sociais. Para a Justiça Eleitoral, a divulgação de informações corretas, apuradas com rigor e seriedade, é a melhor maneira de enfrentar e combater a desinformação.

Na página Esclarecimentos sobre informações falsas, lançada no dia 11, qualquer pessoa poderá ter acesso a informações que esclarecem boatos ou notícias que buscam confundir os eleitores.

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