O ano que passou foi decepcionante para quem gosta de aparelhos e novidades tecnológicas

Nenhuma tecnologia evoluiu o bastante para se tornar algo onipresente como são hoje os smartphones. (Foto: Reprodução)

Sejamos sinceros: 2016 foi um ano um pouco desapontador para quem gosta de aparelhos e novidades tecnológicas. Apesar de alguns lançamentos interessantes, a maior parte deles eram apenas vislumbres de tecnologias que ainda vão chegar – e não estão prontas para mudar a nossa vida.

Se há algo que podemos aprender como consumidores em 2016 é que parece que estamos no meio de uma calmaria tecnológica. Há razões para isso estar acontecendo. Para começar, muito da inovação que existe hoje tem sido feita na área de software: pense em aplicativos e serviços de streaming de áudio e vídeo, capazes de revolucionar dispositivos que já temos. Na verdade, o software é algo ainda melhor quando ele pode funcionar em um dispositivo que já existe – e não criar um novo aparelho.

Além disso, criar um novo aparelho é difícil. O smartphone foi uma invenção extraordinária que requisitou uma série de condições para convergir e se tornar bem-sucedido. Desde que se popularizou, os fabricantes trabalham para fazer smartphones mais finos, leves e poderosos. Mas o grande arroubo já passou: uma tela curva é legal, mas não é nada revolucionária se comparada à primeira tela sensível ao toque.

Isso pode explicar por que cada vez menos pessoas estão propícias a comprar um celular novo em folha – 2016 foi o primeiro ano com queda na venda de iPhones, vale lembrar. Nosso amor pela tecnologia ainda é forte, mas já não é aquela paixão arrebatadora.

Os dispositivos nos quais a indústria de tecnologia têm apostado suas fichas – como óculos de realidade virtual e carros autônomos – ainda vão demorar um pouco de tempo para se desenvolver como produtos.

Pelo menos por enquanto, a tendência deve continuar em pequenos passos. Dispositivos para casa conectada, drones, impressão 3D e vestíveis estão novamente sendo trazidos à tona como grandes novidades. É seguro dizer que nenhum deles evoluiu o bastante para se tornar algo onipresente como são hoje os smartphones.

O que esperar para 2017.

Por falar em smartphones, o iPhone faz dez anos em 2017. E até mesmo rumores sobre o novo modelo do aparelho são pouco inspiradores. Sim, há boatos de que o novo iPhone será todo feito de vidro, terá carregamento sem fio e um design elegante, mas essas não são exatamente características revolucionárias. O que parece que devemos esperar de 2017 são aparelhos que podem não revolucionar o nosso mundo, mas sim melhorá-lo. Isso não é ruim, claro.

Sem grandes novidades, podemos ver preços de componentes caindo, deixando dispositivos mais baratos pelo ganho de escala. Além disso, boas ideias, como fechaduras eletrônicas, podem servir de inspiração para outros fabricantes e aumentar a competitividade do mercado.

Enquanto as grandes novidades ainda devem demorar um pouco para chegar, os usuários comuns de tecnologia podem aproveitar pequenas atualizações que caibam em seus bolsos. Isso não significa que a tecnologia está estagnada, parada ou em estado de colapso. A verdade é que, em 2017, pode não haver um “grande aparelho a ser comprado”, mas sim, uma linha razoável de bons dispositivos. (AE)

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