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Telegram atribui instabilidade a ataques vindos da China

Em uma publicação no Twitter, Pavel Durov escreveu que problemas coincidem com protestos em Hong Kong. (Foto: Divulgação/Telegram)

O fundador do Telegram, Pavel Durov, atribuiu a instabilidade registrada no aplicativo de mensagens na quarta-feira (12) à China. Em uma publicação no Twitter, ele relacionou os ataques aos protestos realizados em Hong Kong.

Questionado sobre a origem dos ataques DDoS registrados, Durov apontou que foram identificados IPs “principalmente da China”, coincidindo com o acontecimento das manifestações. “Este caso não foi uma exceção”, escreveu.

A população de Hong Kong tomou as ruas na última quarta-feira em protesto contra a lei que autoriza que pessoas sejam extraditadas para a China continental para serem julgadas. As manifestações são organizadas via aplicativos com mensagens criptografadas, como o Telegram.

Por isso, a declaração de Durov aponta para a possibilidade de o governo chinês estar tentando interromper o serviço para limitar a organização dos manifestantes – que também utilizam de máscaras para burlarem sistemas de reconhecimento facial.

Deboche

Na quarta-feira, foi informado que um suposto hacker invadiu o grupo do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) no Telegram, aplicativo de mensagens rival do WhatsApp. Segundo a Istoé, o suposto hacker teria escrito que acessa “quem quiser e quando quiser”, além de se identificar como tal escrevendo “hacker aqui” e ainda utilizar expressões como “outrossim”. Nesta quinta-feira (13), o Telegram respondeu a acusação em tom de deboche e pediu provas.

O Telegram está em evidência: após vazamento de conversas realizadas entre o então ministro da Justiça Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol feito pelo The Intercept, o aplicativo tem deixado claro que não foi objeto de ataque hacker e indica que os usuários teriam caído em algum tipo de golpe.

No Twitter, o Telegram escreveu: “Se um ‘hacker aqui’ lhe disser que pode quebrar a Verificação em Duas Etapas do Telegram, peça que ele prove. (O mesmo se aplica a qualquer um que diz ser o Pelé: peça uma prova na hora)”.

Polícia Federal diz que Deltan foi alvo único

A Polícia Federal identificou nesta quinta-feira que o procurador Deltan Dallagnol foi o único que teve dados capturados.  Para a Polícia Federal, aconteceu uma a ação foi orquestrada, por um mesmo grupo, que mirou a Lava-Jato. Além de Deltan, houve tentativa de captura entre outros alvos: três outros procuradores de Curitiba, três procuradores do Rio, dois de São Paulo, quatro de Brasília, o juiz Flávio de Oliveira, do Rio, a juíza Gabriela Hardt, de Curitiba, o desembargador Abel Gomes, relator da Lava-Jato do Rio em segunda instância, e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

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