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O banco Bradesco estuda fechar até 200 agências este ano

Organização está agora focada em ampliar receita, afirma presidente. (Foto: Reprodução)

O Bradesco está estudando o fechamento de até 200 agências este ano em meio a uma revisão de sua rede de 4.750 pontos de atendimento, disse nesta terça-feira (13) o novo presidente-executivo do segundo maior banco privado do País, Octavio Lazari. Após a aquisição de 800 agências brasileiras do HSBC Brasil em 2016, por US$ 5,2 bilhões, o Bradesco fechou por volta de 565 agências no ano passado.

Depois de conseguir grandes economias de custos com a aquisição, o Bradesco está agora focado em ampliar receita, disse Lazari, que assumiu o comando do banco na segunda-feira. “Grande parte do aumento das receitas virá do maior número de produtos vendidos por cliente”, disse o executivo à Reuters em entrevista na sede do Bradesco, em Osasco (SP).

O Bradesco quer elevar o número médio de produtos vendidos de 1,6 atualmente para 2 por cliente até o final deste ano, disse Lazari. Ele acrescentou que o banco tem usado ferramentas de análise de dados para identificar quais produtos devem ser oferecidos a cada um de seus 30 milhões de clientes.

Lazari, 54 anos, foi indicado para a presidência-executiva do Bradesco em fevereiro, em substituição a Luiz Carlos Trabuco Cappi, que passou a presidente do conselho de administração da instituição. As nomeações marcam uma mudança de geração para o Bradesco. O ex-presidente do conselho, Lázaro Brandão, de 91 anos, deixou o posto em outubro.

O novo presidente afirmou que o Bradesco está concentrado em expandir serviços digitais não apenas por meio do banco online Next, lançado no final de outubro e com apelo entre clientes mais jovens, mas também trabalhando conjuntamente com startups de tecnologia financeira, as fintechs. O  Next tem atualmente cerca de 80 mil clientes.

Lazari comentou que o orçamento do Bradesco em 2018 prevê um retorno sobre patrimônio estável com a performance de cerca de 18% do ano passado, que ficou abaixo do nível alcançado pelo Itaú Unibanco. “Apostamos num Brasil que ia dar certo, mas que infelizmente não deu ainda”, disse o executivo. “Mas não perdemos a crença de que ainda vai dar certo.”

Lazari disse que o setor bancário precisa “apreender a conviver com juros baixos” e acrescentou que “não espera que os juros voltem a níveis elevados”. O novo presidente do Bradesco também informou que a holding Bradespar não tem intenção de vender sua participação na mineradora Vale no curto prazo.

Entrou no banco aos 15 anos como office boy

Lazari Junior entrou no banco aos 15 anos como contínuo (office boy) em uma agência no bairro da Lapa, em São Paulo, e com os anos chegou a gerente de agência. Em 1998 passou a atuar na área de crédito, onde chegou a diretor, respondendo pelos segmentos Corporate, Pequenas e Médias Empresas e Varejo. Em 2010 foi promovido ao cargo de diretor departamental, responsável pelo Departamento de Empréstimos e Financiamentos, sendo, em 2012, alçado à Diretoria Executiva e, em 2017, a diretor executivo vice-presidente e diretor-presidente do Grupo Bradesco Seguros.

Foi presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança por dois anos, membro suplente do Conselho de Administração da Câmara Interbancária de Pagamentos, membro titular do Conselho de Administração da Companhia Brasileira de Securitização, membro do Conselho de Representantes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, diretor setorial de crédito imobiliário e poupança e vice-presidente do Comitê de Governança da Portabilidade de Operações de Crédito da Federação Brasileira de Bancos, membro do Conselho Consultivo do Fiabci/Brasil – Capítulo Nacional Brasileiro da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias e diretor suplente da Uniapravi – Unión Interameriana para la Vivienda.

Lazari Junior é graduado em ciências econômicas pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Osasco (SP), possui especializações em estratégias financeiras e marketing pela Fundação Instituto de Administração, gestão financeira pela Fundação Getulio Vargas e estratégias em finanças pela Fundação Dom Cabral.

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