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O Banco Central se prepara para um sistema de pagamentos instantâneos no Brasil, que vai viabilizar transferências entre diferentes instituições financeiras, 24 horas por dia, todos os dias da semana

O objetivo é criar uma alternativa ao uso do dinheiro em espécie e às tradicionais transações bancárias DOC e TED, que além de serem tarifadas, só são compensadas em horário comercial. (Foto: Reprodução de internet)

O BC (Banco Central) se prepara para implementar, em 2020, um sistema de pagamentos instantâneos no Brasil, que vai viabilizar transferências entre diferentes instituições financeiras, 24 horas por dia, todos os dias da semana. Tudo online e pelo celular.

O objetivo é criar uma alternativa ao uso do dinheiro em espécie e às tradicionais transações bancárias DOC e TED, que além de serem tarifadas, só são compensadas em horário comercial. O novo sistema tem o potencial de reduzir em cerca de 30% o volume de dinheiro em circulação no país.

As transferências poderão ocorrer por meio de aplicativos entre pessoas, empresas e governos. Cada usuário será identificado por um código que unificará diversos dados: números de agências e contas bancárias, códigos das instituições financeiras, CPF e CNPJ. Será possível transferir qualquer quantia ou pagar por um produto em uma loja com um toque no celular.

O valor será debitado de uma conta do pagador em uma instituição financeira ou de pagamentos, como bancos e fintechs. O BC vai prover e gerenciar uma infraestrutura única de liquidação, que libera o crédito na conta do recebedor. Tudo instantaneamente.

A segurança de todo esse sistema segue as mesmas premissas de acesso que hoje garantem a integridade da conta do banco na internet. Cada instituição definirá seus mecanismos de autenticação e validação da identidade dos usuários, seja por meio de senhas, impressão digital e até reconhecimento facial.

O BC adianta que o sistema deverá estar em pleno funcionamento em novembro de 2020. Até lá, a autoridade monetária vai ouvir o mercado para definir os padrões do sistema, a exemplo do tipo de QR code a ser utilizado pelo cliente na hora de transferir uma quantia. Na primeira semana de setembro, o Forum PI (Pagamentos Instantâneos), formado por técnicos do BC, do mercado financeiro e do setor de tecnologia de informação, divulgou a terceira versão do relatório de especificações técnicas para esse sistema.

Diferentemente do que ocorre na China, que massificou os pagamentos instantâneos através de dois gigantes privados, no Brasil a operação ficará centralizada no BC. A autoridade monetária será um agente neutro – o que garante que não só atores tradicionais desse mercado, como os bancos, mas também empresas como fintechs e cooperativas de crédito se associem à infraestrutura do BC para oferecer seus serviços. O objetivo é gerar competição: leva a melhor quem tiver o custo-benefício mais atraente.