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O Brasil está próximo de possuir um smartphone por habitante. Até o fim do ano, o número de aparelhos deve chegar a 208 milhões no País.

(Foto: Banco de Dados)

O número de smartphones em uso no Brasil vai igualar o de habitantes em outubro, segundo projeção da FGV (Fundação Getulio Vargas). Atualmente, o número está em 198 milhões. Nos próximos dois anos, o total poderá chegar a 236 milhões.

Os números são bem maiores do que os de computadores, que estão hoje nas mãos de 80% da população (166 milhões de desktops, notebooks e tablets) e só chegarão a um para um entre 2020 e 2022. Segundo o professor Fernando Meirelles, responsável pela pesquisa, o avanço acelerado é resultado de uma mudança de perfil de consumo, com as pessoas deixando de comprar computadores – principalmente desktops.

Em 2016, o mercado de computadores encolheu 15% em número de unidades vendidas, para 12 milhões, o terceiro ano consecutivo de recuo. A expectativa é de que, em 2017, o número seja o mesmo. “A queda nas vendas de computadores não significa nada porque o gasto se deslocou para outras coisas”, disse, Meirelles durante evento em São Paulo. “Quanto mais jovem, menos o desktop tem futuro.”

A questão da idade e o novo perfil de uso, na avaliação do especialista, cria um desafio para as empresas, que precisam se adaptar às novas demandas. “É um momento de ruptura”, disse. De acordo com o professor, por conta das suas características e funcionalidades, os smartphones, em breve, também terão que ser contabilizados como computadores.

De acordo com a pesquisa, juntando telefones móveis e fixos, o Brasil já tem mais de um aparelho por habitante, ou 138% de penetração, um percentual maior que a média global, de 115%. Nos EUA, o número é de 162%. Segundo a FGV, o Brasil tem atualmente 280 milhões de dispositivos móveis (notebooks, tablets e smartphones) conectáveis à internet.

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