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O Brasil já tem presos dois de seus sete ex-presidentes desde o fim do regime militar

Lula e Michel Temer são alvos da Operação Lava-Jato. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Com a prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB) nesta quinta-feira (21), o Brasil tem dois de seus sete ex-presidentes presos após a redemocratização – o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre pena na sede da PF (Polícia Federal) em Curitiba desde o dia 7 de abril do ano passado.

Temer foi preso sob suspeita de ter recebido propina por meio de um contrato da Eletronuclear, estatal responsável pela construção de Angra 3. A defesa dele entrará com recurso na Justiça para que seja solto. Já o MDB fala em Justiça “açodada” e diz que o inquérito não demonstra irregularidade do ex-presidente.

Temer foi alvo de cinco investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) que foram enviadas à Justiça de primeira instância quando ele deixou o cargo. Nelas, Temer é investigado por corrupção, organização criminosa, obstrução de justiça e lavagem de dinheiro. Ele perdeu o foro privilegiado após deixar a Presidência da República.

O ex-presidente Lula é condenado em duas ações penais da Operação Lava-Jato, acumulando 25 anos em penas pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, nas ações envolvendo um triplex no Guarujá e um sítio em Atibaia, ambas cidades no estado de São Paulo.

Entre os sete ex-presidentes desde a redemocratização do País, somente Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco (morto em 2011) e José Sarney não foram envolvidos em processo de impeachment ou presos após seus mandatos.

O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PROS-AL), que sofreu um impeachment em 1992, é réu por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e comando de organização criminosa também no âmbito das investigações da Operação Lava-Jato, mas não foi preso.

Dilma Rousseff (PT), que também perdeu mandato em 2016 em um processo de impeachment, nunca foi presa desde que deixou o cargo. Entretanto, ela é ré no âmbito da Lava-Jato sob a acusação de organização criminosa. Temer, vice-presidente de Dilma, assumiu a Presidência após o afastamento dela.

O ex-presidente José Sarney (MDB) chegou a ser denunciado na Lava-Jato em 2017, mas a denúncia foi arquivada por causa da idade dele – após os 70 anos, o prazo para crimes prescreverem é reduzido pela metade. Em 2016, o ministro do Supremo Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo no Rio de Janeiro, negou um pedido para a prisão domiciliar de Sarney por suposta interferência nas investigações da Lava-Jato.

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