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O Brasil só ganha ao retirar exigência de visto para os americanos, afirma Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro com o boné de Donald Trump. (Foto: ABr)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), defendeu a retirada de vistos para os norte-americanos. Segundo ele, o Brasil não é tão atrativo para o turismo por problemas de segurança pública e o visto é mais uma burocracia que dificulta a vinda de americanos. As informações são dos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo.

“O Brasil só tem a ganhar com essa medida. A gente está, na verdade, se aproveitando e pegando os dólares dos americanos para gerar emprego no turismo”, disse ele durante a posse de deputados estaduais na Assembleia Legislativa de São Paulo.

“É só a gente fazer a seguinte pergunta: se for permitida a entrada nos EUA sem a necessidade de visto, quantos brasileiros vocês acha que entrarão e vão passar a morar ilegalmente. Agora vamos inverter a pergunta: quantos americanos vocês acham que vão entrar no Brasil e morar ilegalmente?”, completou.

Encontro com Trump

Sobre o encontro do pai com o presidente dos EUA, Donald Trump, Eduardo disse que eles irão se dar bem.

“Os dois são pessoas muito carismáticas, não vão pela linha do politicamente correto, têm muitas afinidades.”

O presidente brasileiro deve se encontrar com o colega americano na terça-feira (19) em Washington, durante sua visita a capital americana.

A respeito da situação na Venezuela, Eduardo descartou intervenção militar e disse ser necessário congelar o dinheiro que traficantes e terroristas venezuelanos mantêm no exterior.

“Todo mundo sabe que não se quer fazer uma medida militar, não é isso que se espera”, disse.

O Brasil é um dos mais de 50 países que reconheceram o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela e tanto o presidente quanto seu filho já criticaram o regime do ditador Nicolás Maduro.

Julgamento do Supremo

Eduardo Bolsonaro também disse nesta sexta, que ‘há uma revolta muito grande’ nas redes sociais com o resultado do julgamento do Supremo que, na sessão plenária de quinta-feira (14), impôs revés histórico à Operação Lava-Jato.

Eu estou vendo, nas redes sociais há uma revolta muito grande”, afirma Eduardo Bolsonaro. “Eu tenho que tomar cuidado, pela minha posição, com as minhas declarações. Certamente o julgamento e as causas cabem ao STF, mas de fato há uma revolta na população porque está enxergando isso como uma impunidade para favorecer políticos.”

Por 6 votos a 5, os ministros da Corte máxima decidiram que crimes eleitorais e conexos, como corrupção e lavagem de dinheiro, devem ficar sob o guarda-chuva da Justiça Eleitoral.

Os procuradores da Lava-Jato alertam que a grande operação, após cinco anos e 60 fases, foi destruída porque a Justiça Eleitoral não tem capacidade para tocar ações de ‘grande complexidade’

Nesta sexta, 15, Eduardo Bolsonaro, que é escrivão de Polícia Federal de carreira, foi à solenidade de posse do novo superintendente regional da PF em São Paulo, delegado Lindinalvo Alexandrino de Almeida Filho.

Ao final do evento, indagado sobre sua avaliação do julgamento do Supremo, Bolsonaro falou sobre o julgamento do Supremo. “Eu sou deputado federal, não é da minha alçada, eu não tive acesso aos autos para conseguir julgar, mas como representante da população, essa mensagem tem que ser dada: a população não gostou e realmente está pegando mal. Isso aí acaba desgastando um pouco a imagem do Supremo, sim.”

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