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O Brasil tem mais de 160 mil milionários, mas deve atingir quase 300 mil daqui a cinco anos

Milionários são aqueles que conseguem acumular riqueza em valores locais equivalentes a US$ 1 milhão. (Foto: Reprodução)

O número de milionários brasileiros caiu de 172 mil em 2016 para 164 mil em 2017, mas deve subir para quase 300 mil (296 mil) até 2022, diante das perspectivas de crescimento da economia brasileira. O cenário é traçado pelo Relatório Global de Riqueza do Credit Suisse, divulgado nesta terça-feira (14) pelo banco em Zurique (Suíça). Em um prazo de cinco anos, também até 2022, a riqueza das famílias brasileiras deve avançar dos atuais US$ 2,5 trilhões para US$ 4 trilhões.

Milionários são aqueles que conseguem acumular riqueza em valores locais equivalentes a US$ 1 milhão.

“Afetado ao mesmo tempo por crises política e econômica, o Brasil enfrentou sérias dificuldades nos últimos anos. Em linha com isso, a riqueza média por adulto caiu 35% desde 2011”, aponta o relatório.

A desigualdade de renda no País fica clara no relatório: quase metade da riqueza do País (44%) está nas mãos de apenas 1% dos brasileiros. Na avaliação do Credit Suisse, a desigualdade é elevada no Brasil, reflete a desigualdade de renda, que está ligada ao nível desigual de educação da população e à divisão dos setores formal e informal da economia.

O País tem 227 mil brasileiros entre os 1% mais ricos do mundo e quase quatro milhões (3,996 milhões) entre os 10% com maior riqueza.

Riqueza global

O Brasil terá o segundo maior ritmo de crescimento de milionários entre 2017 e 2022 na América Latina, com 81%, atrás apenas da Argentina, com alta de 127%, de 30 mil para 68 mil. No mundo, o total chega hoje a 36,051 milhões e deve atingir quase 44 milhões em cinco anos (43,948 milhões), uma alta de 22%.

Nos próximos cinco anos, a riqueza global deve somar US$ 341 trilhões. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 6,4%, para US$ 280 trilhões. É o ritmo mais forte de expansão desde 2012 e um dos melhores resultados desde a crise financeira. Como a riqueza cresceu em velocidade maior que a inflação, a riqueza média global por adulto atingiu um nível recorde de 56.540.

Em nove anos, o patrimônio dos lares norte-americanos cresce sem parar, avaliado em uma média de US$ 388.585 por adulto em meados de 2017, segundo o banco suíço na oitava edição de seu informe mundial sobre a fortuna.

O banco avalia que a renda do país alcança os US$ 93,6 trilhões, 33% da riqueza mundial, e reúne a maior quantidade de fortunas individuais do mundo, que, por sua vez, controlam mais de 1% da riqueza global. O país tem 43% dos milionários do planeta.

A riqueza da China cresceu 6,3% em um ano, em meados de 2017, e a da Europa, 6,4%.

A Suíça continua sendo o país onde a fortuna dos habitantes é a mais elevada, com um patrimônio médio de US$ 537.599.

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