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O brasileiro vem se tornando alvo de um novo golpe: A clonagem de celulares

As quadrilhas partiram para a clonagem de registros válidos. (Foto: Freepik)

O brasileiro vem se tornando alvo de um novo golpe: a clonagem de aparelhos celulares. Em apenas quatro meses, operadoras de telecomunicações e governo registraram um aumento de quase dez vezes no número de casos só em Goiás e no Distrito Federal (DDDs 61, 62 e 64), por onde começou o bloqueio de celulares irregulares. As informações são do jornal O Globo.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou, neste ano, o bloqueio automático dos telefones com registro inválido na rede de telefonia do País – seja porque são fruto de roubo ou de falsificação. Esse registro, chamado de Imei – sigla em inglês para Identidade Internacional de Equipamento Móvel –, é único para cada aparelho, como o número de chassi de um carro.

Como as quadrilhas que roubam e furtam celulares no Brasil perceberam que um aparelho com o Imei inválido não funcionará nas redes das operadoras, partiram para a clonagem de registros válidos. Dados do setor indicam que, em Brasília e Goiás, onde o bloqueio de Imeis inválidos começou primeiro, o número de aparelhos clonados passou de 5.061 casos, em março, para 50.115, em junho deste ano – um aumento de 890%.

Estima-se, segundo uma fonte do setor, que tenham entrado no sistema de telefonia do país, só entre março e junho, quatro milhões de celulares com Imeis inválidos, dos quais 880 mil são clonados. A própria Anatel admite que há uma tendência de alta no número de clonagens.

“O problema é que as quadrilhas vão tentar burlar o sistema e vender celulares roubados e falsificados com Imeis clonados. Como é uma clonagem de um Imei válido, o sistema não vai bloquear. Estamos estudando uma forma de reduzir o impacto para o consumidor. Hoje ,ele tem que provar que foi vítima da clonagem, indo à loja da operadora ou do fabricante, para mostrar que está regular”, explica João Zanon, coordenador de Regulação da Anatel.

Ele conta que a fraude consiste na clonagem do aparelho e não dá linha telefônica. Por isso, explica, não há reflexo na conta do consumidor, o que dificulta que o dono do celular identifique o problema. Apesar do aumento da clonagem, diz Zanon, o bloqueio é fundamental:

“O bloqueio combate o roubo de celulares e a sua comercialização”.

Segundo dados da Anatel, em todo o País, foram bloqueados 740 mil aparelhos roubados entre janeiro e junho deste ano.

Em nota, o SindiTelebrasil, entidade que representa as operadoras de telefonia, defende o bloqueio de celulares irregulares, mas destaca a necessidade de “reforço da segurança na fabricação dos aparelhos” para evitar a clonagem.

Já Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) – que tem fabricantes de celulares entre seus associados – afirma que a clonagem independe da ação direta de fabricantes.

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