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O Campeonato Mundial da Rússia bateu o recorde de decisões de vagas por pênaltis nas oitavas-de-final

Nessa terça-feira, a Inglaterra bateu a Colômbia por 4 a 3 na série de cobranças. (Foto: Reprodução)

As oitavas-de-final do Mundial de Seleções que está sendo disputado na Rússia foram encerradas nessa terça-feira com um recorde superado. Com a disputa por pênaltis entre Colômbia e Inglaterra no Spartak Stadium, em Moscou (vitória inglesa por 4 a 3, após empate por 1 a 1, com direito a prorrogação), essa edição passou a liderar o ranking de edições do evento no que se refere ao número de duelos decididos por meio de tiros-livres nessa fase.

Dos oito confrontos, tiveram esse desfecho, após a igualdade de placar durante os 90 minutos do tempo regulamentar, mais prorrogação (30 minutos).

Antes, as disputas de penalidades haviam definido vaga às quartas-de-final para a Rússia diante da Espanha (1 a 1 na partida e 4 a 3 nos pênaltis) em Moscou e para a Croácia que bateu a Dinamarca (1 a 1 no duelo e 3 a 2 na decisão) em Nijni Novgorod.

Histórico

O recorde anterior era do Mundial sediado pelo Brasil, em 2014. Naquela edição, ocorreram duas disputas por pênaltis nas oitavas-de-final: dos donos da casa passaram pelo Chile por 3 a 2, depois do empate por 1 a 1 nos 120 minutos (em Belo Horizonte) e a Costa Rica eliminou a Grécia por 5 a 3, após 1 a 1 no jogo (em Recife).

A primeira vez em que a maior competição internacional de futebol profissional adulto recorreu a esse sistema foi em 1986, quando o México recebeu o torneio pela segunda vez (a primeira foi em 1970). A partir da primeira fase, a de grupos, classificam-se os 16 melhores, que se enfrentam em esquema de mata-mata nas oitavas-de-final, quartas-de-final, semi-final e final. Naquele Mundial não houve decisão por penalidades nas oitavas-de-final.

Pelas edições seguintes, até 2014, sempre aconteceu algum confronto de tiros-livres nessa fase. Na Itália, em 1990, a Irlanda bateu a Romênia (0 a 0 e 5 a 4). Nos Estados Unidos, em 1994, a Bulgária levou a melhor sobre o México (1 a 1 e 3 a 1). Na França, em 1998, a Argentina superou a Inglaterra (2 a 2 e 4 a 3).

Já na Coreia do Sul/Japão, em 2002, a Espanha venceu a Irlanda (1 a 1 e 3 a 2). Na Alemanha, em 2006, a Ucrânia avançou diante da Suíça (0 a 0 e 3 a 0). Por fim, na África do Sul, em 2010, o Paraguai despachou o Japão (0 a 0 e 5 a 3).

Decisão

A série de cobranças de penalidades mais emblemática em 88 anos de Mundiais, no entanto, envolveu a decisão do título de 1994, nos Estados Unidos. A final, disputada no dia 17 de julho daquele ano no estádio Rose Bowl, na cidade de Pasadena (Califórnia), colocou frente a frente as Seleções Brasileira e Italiana.

Após 90 minutos de jogo no tempo normal e 30 minutos na prorrogação o jogo terminou empatado por 0 a 0. O time “canarinho”, então treinado por Carlos Alberto Parreira, superou o adversário (sob o comando do técnico Arrigo Sacchi) por 3 a 2 nos pênaltis, conquistando o tetracampeonato. Os gols brasileiros foram marcados por Romário, Branco e Dunga, ao passo que Márcio Santos desperdiçou uma das cobranças.