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O Canadá ordenou que navios reduzam a velocidade para proteger as baleias

Multa para quem descumprir a lei será de 25 mil dólares canadenses. (Foto: David Ellifrit, Center for Whale Research)

O Canadá ordenou nesta sexta-feira (11) que os barcos de grande porte, sejam eles navios de carga ou cruzeiros, devem reduzir a sua velocidade quando passarem pelo golfo de São Lourenço, situado no leste do país, visando a proteção das baleias.

“Para impedir a morte das baleias”, o governo decidiu impor de forma imediata “um limite temporário de 10 nós para a velocidade dos barcos de mais de 20 metros quando atravessarem o oeste do golfo de São Lourenço”.

Assim, os barcos deverão reduzir quase à metade a velocidade até então permitida.

A orca é uma das espécies mais ameaçadas de cetáceos no mundo. Existem somente cerca de 500 exemplares atualmente nos oceanos.

Uma dúzia de baleias apareceram mortas, foram rebocadas ou ficaram encalhadas desde o início da primavera no Hemisfério Norte, nesse golfo ou na costa noroeste dos Estados Unidos.

A maioria delas ficou presa em redes de pesca, ou apresentava sinais de colisão com navios.

Essa situação levou as autoridades a proibirem a pesca em várias zonas do golfo, em julho.

“É dever de todos nós velar pela proteção de nossos recursos marítimos para as futuras gerações e fazer tudo que está ao nosso alcance para impedir a morte das baleias”, ressaltou o ministro dos Transportes, Marc Garneau.

As autoridades controlarão se a norma está sendo respeitada por meio de vigilância aérea e do uso de guardas-costas. Caso contrário, irão impor multas de até 25 mil dólares canadenses a quem descumpri-la.

A redução da velocidade é “uma medida preventiva até que as baleias saiam das zonas de risco”, disse o ministro.

O ministro da Pesca, Dominic LeBlanc, estimou no início de agosto que existam cerca de “80 a 100” orcas no golfo de São Lourenço, “um número duas ou três vezes maior” que o registrado nos anos anteriores.

Quando uma baleia aparece morta, o procedimento usual é rebocá-la para a terra para realizar autópsia, que definirá a causa da sua morte.

Resgate e morte

Um canadense pescador de lagostas que atuava há 15 anos como voluntário no salvamento de baleias foi morto por uma delas, logo após seu último resgate bem-sucedido. Joe Howlett, da Ilha de Campobello, em New Brunswick, entrou no dia 10 de julho em uma embarcação na costa Leste da província para resgatar uma baleia branca do Atlântico Norte que havia ficado completamente presa em cordas de pesca. Após ele e uma equipe conseguirem desprender o grande animal, o mamífero fez um movimento brusco que atingiu Howlett.

“Eles conseguiram desembaraçar totalmente as cordas que prendiam a baleia e, em seguida, algum tipo de coisa louca aconteceu e a baleia deu uma grande pancada”, contou à imprensa canadense Mackie Green, membro da Equipe de Resgate de Baleias Campobello, que não estava dentro da mesma embarcação que Howlett.

O resgate foi impregnado de urgência: em junho, sete baleias do Atlântico Norte foram encontradas flutuando sem vida no Golfo de São Lourenço, fora do Canadá. Com uma população global de cerca de 525 animais, a série recente de mortes sugere que mais de 1% dessa população tenha desaparecido recentemente.

O pescador de lagostas foi o responsável por salvar algumas dezenas de baleias nos últimos 15 anos fazendo uso de seu profundo conhecimento de nós e cordas para libertar os mamíferos.

Poucos dias antes de sua morte, Howlett ajudara a libertar outra baleia do Atlântico Norte na região, cortando uma linha de pesca que estava travada na boca do animal. (AFP/AG)

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