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O candidato a vice na chapa da presidenciável Marina Silva disse que o PT estaria pior nas pesquisas de intenção de voto se Lula fosse solto

Eduardo Jorge ainda acredita nas chances de sua cabeça-de-chapa. (Foto: Reprodução)

O ambientalista e ex-deputado federal Eduardo Jorge (PV), candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva (Rede), afirmou que a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contribuiu para a martirização do líder petista. “Se ele estivesse solto, o PT estaria em uma situação pior nas pesquisas de intenção de voto”, avaliou.

A manifestação foi feita nessa sexta-feira, em entrevista a uma rádio de São Paulo. O vice de Marina não questionou a condenação de Lula que, segundo ele, teve ampla defesa e vários advogados. Ressaltou, no entanto, que, se “por acaso” o julgamento tivesse demorado mais, Lula estaria em condições piores que as atuais:

“Se esse julgamento tivesse demorado mais um pouco, o ex-presidente Lula estaria nas ruas em condições muito piores nas pesquisas do que hoje, porque estaria na rua tendo que explicar muitos malfeitos”.

Na análise feita pelo ex-parlamentar, que foi filiado ao PT até 2003, a prisão contribuiu para que Lula se tornasse um mito, mais do que nunca: “Agora, com ele preservado lá, cria-se o mito”.

Ainda segundo Eduardo Jorge, “somos um país fundado sob o símbolo da cruz, do martírio e essa prisão salvou o Lula de estar explicando na rua os malfeitos e os erros do governo dele e da Dilma Rousseff. Isso explica, inclusive, a preservação dele nas pesquisas”.

Haddad

A candidata Marina Silva, que ocupava a segunda colocação nos cenários sem o ex-presidente Lula no momento em que sua candidatura ainda era questionada pelo PT nos tribunais, foi a que perdeu com o início da transferência de votos do petista para Fernando Haddad.

Apesar disso, Eduardo Jorge defendeu as chances da ambientalista. Segundo ele, a população tem adotado uma postura mais inteligente nas últimas eleições, votando estrategicamente no primeiro turno. O candidato a vice também comentou as declarações de outro concorrente ao cargao, o ex-general Hamilton Mourão (PRTB), companheiro de chapa de Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, em Curitiba (PR), Mourão afirmou que uma nova Constituição Federal poderia ser feita “sem eleitos pelo povo”. Eduardo Jorge ironizou a crescente participação do general da reserva na campanha do rival.

“A própria campanha do Bolsonaro já está com medo dele, não é? Parece que ele está querendo dar um golpe no próprio candidato de sua chapa”, ironizou.

O ambientalista contou que o general o tratou com respeito e educação quando se encontraram durante uma sabatina. Jorge, contudo, afirmou que era perceptível uma formação “muito autoritária” em Mourão: “O melhor que a gente faz no Brasil é deixar ele aposentado e em casa”.

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