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O celular “desliga” o cérebro: uma campanha alerta sobre o risco de usar o aparelho no trânsito e os seus efeitos na saúde da coluna vertebral

Cerca de 54 mil brasileiros perdem suas vidas no trânsito por causa do uso do celular. (Foto: Freepik)

A mistura de celular e direção é perigosa e ocupa a terceira colocação entre as causas de morte em acidentes de trânsito no País, segundo a Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego). Com o objetivo de alertar a população sobre os riscos da combinação, a SBN (Sociedade Brasileira de Neurocirurgia) lança a campanha “Neuro em ação”, que começa nesta segunda-feira (8).

O neurocirurgião da SBN Carlos Drummond explica que o uso do celular “desliga” temporariamente o cérebro:

De acordo com a Abramet, cerca de 54 mil brasileiros perdem suas vidas no trânsito por causa do uso do celular. Os pedestres também recebem um alerta: digitar mensagens enquanto anda na rua pode provocar acidentes como atropelamentos.

O outro braço da campanha “Neuro em ação” é o impacto do celular na postura dos brasileiros. Olhar durante muito tempo para a tela pode prejudicar a coluna cervical.

“O ideal para usar qualquer tela é que ela fique na altura do nosso rosto, mas isso não acontece quando olhamos para o celular, que fica no máximo na altura do peito. Quando dobramos o pescoço para olhar o celular, comprimimos os discos intervertebrais, o que pode causar hérnia de disco”, alerta o ortopedista Márcio Schiefer, professor de medicina da UFRJ.

Por outro lado, elevar demais os braços para manter o celular na altura dos olhos pode sobrecarregar os ombros.

“Quem sustenta esta posição é o ombro, então, há o risco de desenvolver tendinite. O mesmo pode ocorrer com as mãos”, explica Schiefer.

Mas, como utilizar o celular de forma correta?

De acordo com Pricilla Antunes, fisioterapeuta osteopata do Centro Avançado de Movimento e Performance de Piracicaba (CAMP Piracicaba / ITC Vertebral), “em posição ideal, com as orelhas alinhadas com os ombros, o peso transmitido ao pescoço é de aproximadamente 5 quilogramas. Esse valor vai sendo aumentado quando inclinamos o pescoço para frente para olharmos a tela do celular. A postura correta, portanto, pede cabeça erguida e braço levantado na altura dos olhos para facilitar a visualização da tela, sem sobrecarregar o pescoço”, explica.

Pricilla alerta também para o mau uso do aparelho, que pode ocasionar dores na cabeça ligadas a tensões na nuca e no pescoço, dores nos braços e nos ombros. “Deve-se procurar auxílio de um fisioterapeuta antes mesmo de qualquer desconforto para orientações preventivas”.

O tratamento, segundo a especialista, inclui técnicas de correção postural, como o RPG (Reeducação Postural Global), além de pilates, osteopatia, massagem, e exercícios de alongamento e estabilização segmentar.

E atenção aos que não procuram ajuda logo que o problema aparece! “Com o tempo, esse mau alinhamento da coluna pode causar problemas às estruturas do pescoço, como a perda ou até mesmo a inversão da curvatura fisiológica da coluna cervical, agravando ainda mais os sintomas”.

Para a osteopata, o número de casos decorrentes do mau uso do celular, principalmente entre crianças e adolescentes, aumentou consideravelmente no consultório. Mesmo assim, muitos ainda não têm consciência do problema.

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