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O cônsul-geral do Brasil em Lisboa disse que a eleição correu bem, apesar de um tumulto

Votação ocorreu no prédio da Faculdade de Direito de Lisboa. (Foto: Reprodução)

O cônsul-geral do Brasil em Lisboa, José Roberto de Almeida Pinto, afirmou que as eleições correram bem na capital portuguesa. Houve apenas uma confusão por volta do meio-dia, quando eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) se aglomeraram em frente à Faculdade de Direito de Lisboa, onde a votação ocorreu. As informações são do jornal O Globo.

“O que aconteceu é que um determinado grupo procurou exercer atividade de propaganda de um candidato sem o conhecimento adequado da orientação de distância em relação à entrada das seções eleitorais”, afirma o cônsul. “Assim que essas pessoas foram avisadas de que era necessário preservar essa distância, a questão foi solucionada. Eu tenho para mim que era mais um desconhecimento da regra.”

Segundo a historiadora Débora Dias, de 37 anos, os termômetros esquentaram quando um grupo de jovens chegou gritando “Bolsonaro” na frente da Faculdade de Direito.

“Eu tinha acabado de votar quando esses meninos chegaram gritando. Minha amiga disse que aquilo não era permitido no local de votação. Foi quando um senhor partiu para cima da minha amiga com dedo na cara, outros vieram defender e ficou um clima de empurra-empurra.”

De acordo com Débora, os militantes de Bolsonaro cercaram sua filha, de 17 anos, e gritaram com ela, porque estava usando a camisa do PSOL e um adesivo do petista Fernando Haddad.

“Eu me aproximei para protegê-la e uma amiga começou a filmá-los gritando absurdos do tipo ‘sou italiano, branco e hétero, sou fascista mesmo’. Nessa hora, a gente já estava se afastando”, explica.

Seções trocadas

Durante a votação, alguns eleitores também reclamaram de seções trocadas. Já a urna eletrônica que quebrou e foi substituída por papel não chegou a atrapalhar o andamento do dia.

“Houve uma fusão de seções e isso levou à renumeração das mesmas. Nós procuramos avisar os eleitores por meios de comunicação e na página do Consulado, mas nem todo mundo conseguiu se informar da sua seção correta antes de hoje”, afirma o cônsul.

Segundo o diplomata, o Consulado de Lisboa se preparou da “melhor maneira possível” para conseguir atender ao aumento de eleitores.

“Nós presumíamos que poderia haver uma grande afluência de eleitores pelo próprio crescimento no número de brasileiros residentes em Portugal. Mas acredito que tudo estava correndo bem dentro do esperado.”

Após o encerramento da votação, que ocorreu às 17h do horário local, os resultados foram enviados de forma eletrônica e automática para o Tribunal Superior Eleitoral no Brasil.

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