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O empresário Wesley Batista, um dos donos da JBS, vira réu em ação que apura se ele uso informação privilegiada para ganhar dinheiro no mercado financeiro

O Ministério Público diz que o empresário sabia que a investigação causaria a alta do dólar e se aproveitou disso para ganhar quase R$ 70 milhões dias antes de delação premiada se tornar pública. (Foto: Reprodução)

O juiz Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, recebeu denúncia do MPF (Ministério Público Federal) e tornou o empresário Wesley Batista réu em ação penal que apura se ele usou informação privilegiada para ganhar dinheiro no mercado financeiro com a delação da J&F. No despacho, o juiz diz que a defesa de Wesley Batista tem 10 dias para oferecer resposta a acusação.

No último dia 7, o MPF denunciou pela segunda vez o empresário Wesley Batista pelo crime de insider trading, que é o uso de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro. A denúncia foi protocolada na Justiça Federal na manhã da terça-feira da semana passada.

Segundo o MPF, como gestor da Seara Alimentos e Eldorado Celulose, Wesley comandou operações de câmbio das empresas em maio de 2017, quando ainda estava sob sigilo o acordo de delação premiada que ele e o irmão Joesley Batista firmaram com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e executivos do grupo J&F.

Após a divulgação do teor das colaborações, o dólar teve alta expressiva, o que rendeu ao empresário quase R$ 70 milhões a partir dos contratos de dólar negociados dias antes, afirma o Ministério Público. Em nota, o advogado de Wesley, Eugênio Paccelii, afirmou que já foram apresentados dados e documentos para demonstrar: a regularidade e necessidade de operações de câmbio para as empresas; e a ausência de fundamento na acusação de uso de informação privilegiada pois o empresário não tinha como saber quando a sua colaboração seria homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Ainda segundo o MPF, relatórios periciais da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da PGR demonstraram transações atípicas realizadas pelo grupo. No caso da Eldorado, os procuradores estimam que a empresa adquiriu contratos de dólar a termo (que já tem um valor futuro pré-determinado e não sofre variações) nos dias 9 e 16 de maio de 2017. O valor total dos contratos foi de US$ 280 milhões, equivalente ao triplo de todo o lucro obtido pela empresa no ano anterior, de acordo com a investigação.

Já a Seara efetuou a compra de US$ 25 milhões de dólar futuro (um contrato para compra da moeda estrangeira que considera ajustes diários do mercado de câmbio) entre os dias 10 e 16 do mesmo mês. A estimativa é que a quantia seja 50 vezes superior à média das operações que a empresa estava realizando no mercado cambial desde o segundo semestre de 2016.

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