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O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral decidiu fazer um acordo de delação premiada. Descontente, o seu advogado deixou o caso após dois anos

Apuração sobre suposto abuso contra ex-governador (foto) também foi imposta pelo Supremo e acabou engavetada na Procuradoria-Geral da República. (Foto: Divulgação/Agência Brasil)

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) decidiu colaborar com a força-tarefa da Operação Lava-Jato e realizar uma delação premiada junto ao MPF (Ministério Público Federal) e à PGR (Procuradoria-Geral da República).

Por esse motivo, o advogado Rodrigo Rocca, que fazia a sua defesa desde novembro de 2016 (quando o ex-governador foi preso acusado de chefiar um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 210 milhões dos cofres públicos) optou por se desligar do caso.

“Vou deixar a defesa sim”, confirmou. “Não compactuo e não atuo em delações, premiadas ou não. Mas não houve desentendimento e sim, um consenso sobre a necessidade da minha saída para ingresso de outro colega”, declarou Rocca em entrevista à imprensa nesse domingo.

Em setembro, durante conversa com jornalistas, ele já havia avisado não defenderia mais o ex-governador se o seu cliente aderisse a um acordo de colaboração. O advogado ainda criticou, na mesma oportunidade, o que classificou de “banalização do instrumento de delação” na Lava-Jato e atacou o papel da imprensa no tratamento dado ao processo.

Substituto

De acordo com o jornal “O Globo”, a partir de agora a defesa de Cabral será feita pelo advogado João Bernardo Kappen, que teria recebido uma procuração para organizar as tratativas voltadas para a colaboração premiada com o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e com a Procuradoria-Geral da República.

As conversas com os procuradores federais, inclusive, já teriam começado. Procurada, a assessoria de imprensa do MPF no Rio de Janeiro não confirmou, entretanto, se uma negociação de delação premiada estaria em curso.

Colaboração

A expectativa é de que, ao contar o que sabe, Sérgio Cabral – que exerceu dois mandatos consecutivos de 2007 a 2014 – comprometa figuras do alto escalão do Judiciário fluminense e do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

No dia 14, em seu mais recente depoimento ao juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos julgamentos em primeira instância da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro, Cabral optou por permanecer em silêncio. Segundo interlocutores, a atitude indica uma mudança de estratégia, já que o ex-governador sempre respondeu às perguntas ao ser interrogado pelo MPF.

Somadas, as suas condenações chegam a quase 200 anos. Cabral, no entanto, nega o recebimento de propina e o favorecimento de empreiteiras para a realização de obras públicas. Ele tem admitido contudo, o recebimento de caixa 2.

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