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O ex-presidente Lula pediu a suspensão de perícia sobre o sistema de propina da empreiteira Odebrecht

Lula foi condenado a mais de 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. (Foto: Divulgação)

A defesa do ex-presidente Lula requereu na quarta-feira (14), ao juiz federal Sérgio Moro que suspenda a perícia sobre o sistema eletrônico de contabilidade da propina da Odebrecht. A vistoria da PF (Polícia Federal) sobre o ‘Drousys’ e o ‘MyWebDay’ foi autorizada pelo magistrado em setembro em ação penal sobre suposta propina da empreiteira ao petista.

Lula e outros 12 investigados são réus. A Operação Lava-Jato atribui a Lula vantagem indevida de R$ 12,5 milhões da Odebrecht, por meio de um terreno que abrigaria o Instituto que leva o nome do ex-presidente – R$ 12 milhões – e uma cobertura vizinha à residência do petista em São Bernardo de R$ 504 mil.

O advogado Cristiano Zanin Martins requereu que Moro barre a perícia até o Ministério Público Federal prestar esclarecimentos sobre o sistema MyWebDay – software desenvolvido pela empreiteira para gerenciar contabilidade paralela. O defensor apontou ainda para ‘concreta possibilidade de fraude, especialmente no que se refere ao Drousys’ – sistema de informática para comunicação do setor de propinas da empreiteira.

Na manifestação, o defensor solicitou que a força-tarefa da Lava-Jato responda a três perguntas: “Quando teve conhecimento de que a cópia do sistema MyWebDay entregue pela Odebrecht por ocasião do acordo de leniência não poderia ser acessada”, “Quais foram as providências tomadas diante da informação de que a cópia do sistema MyWebDay entregue pelo grupo Odebrecht por ocasião do acordo de leniência não poderia ser acessada” e “Qual foi a base utilizada para fazer referência na denúncia ao sistema MyWebDay?”.

Em dezembro, Moro estendeu a perícia ao sistema de propina da Odebrecht revelado pela Suíça. Na ocasião, o magistrado acolheu o pedido do Ministério Público Federal, contestado pela defesa de Lula.

Segundo a defesa, até o momento, a perícia já levou “100 dias de análise”. O advogado solicitou que “após eventual retomada dos trabalhos periciais, seja concedido às defesas de prazo igual àquele concedido ao Setor Técnico do Departamento de Polícia Federal para análise e manifestação acerca do laudo pericial decorrente do trabalho de alta complexidade desenvolvido pela equipe de peritos oficiais daquele órgão”.

Laudo triplex

O laudo de avaliação judicial do apartamento triplex no Guarujá (SP) atribuído ao ex-presidente Lula chegou à conclusão de que o imóvel vale R$ 2,2 milhões. O procedimento foi feito a pedido do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), que determinou a venda do imóvel por meio de hasta pública (alienação de bem penhorado).

Moro tomou a providência depois que a Justiça do Distrito Federal penhorou o triplex num processo de cobrança de dívidas da construtora OAS. O juiz suspendeu o procedimento e determinou a venda do imóvel, que é considerado fruto de propina paga pela empresa ao líder petista pela execução de obras superfaturadas em refinarias da Petrobras.

A oficial de Justiça que fez a avaliação esclareceu no laudo que se dirigiu ao local e que o porteiro, “Senhor Alexandre”, informou que “as chaves do apartamento ficam com funcionários da empresa OAS”. O funcionário deu a ela o telefone da empreiteira, que enviou dois funcionários ao local. Um deles era a engenheira Mariuza Aparecida da Silva Marques, que foi testemunha do processo contra Lula.

 

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