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O Facebook passa a usar inteligência artificial para traduzir textos: são traduzidos automaticamente quase 4,5 bilhões de textos por dia

De acordo com a empresa, traduzir conteúdo para seus 2 bilhões de usuários é uma tarefa complexa, já que é necessário considerar contexto, gírias, erros de digitação e abreviações nas frases. (Foto: Reprodução)

Desde a última quinta-feira (3), todas as traduções automáticas do Facebook estão sendo processadas por inteligência artificial. Segundo uma publicação da companhia, diariamente são traduzidos quase 4,5 bilhões de textos na rede social, e, até então, o Facebook usava um mecanismo mais simples de tradução, baseado em frases modelo.

De acordo com a empresa, traduzir conteúdo para seus 2 bilhões de usuários é uma tarefa complexa, já que é necessário considerar contexto, gírias, erros de digitação e abreviações nas frases. O novo sistema promete ajudar nisso, já que ele vai considerar frases inteiras na sua análise, enquanto o antigo método olhava apenas para palavras e pequenas frases.

O novo tradutor vai usar um tipo de aprendizado de máquina com uma rede de memória de longo prazo. De acordo com a companhia, o sistema já garantiu um aumento de 11% na média de tradução do Facebook na avaliação BLUE — uma métrica largamente utilizada para julgar a precisão de traduções feitas por máquinas. “Todos os idiomas tiveram um desempenho melhor agora do que no sistema baseado em frases”, disse o Facebook em comunicado.

O Facebook também explica que quando uma palavra de uma frase não tiver uma tradução direta, a rede neural artificial vai deixar um espaço em branco na frase e vai consultar um “dicionário interno” da rede social. Assim, abreviações como “tmrw” — do inglês “tomorrow” — serão traduzidas corretamente para “amanhã”.

Priorizando velocidade

O Facebook anunciou na última quarta-feira (2), que vai priorizar no feed de notícias os sites que carregam mais rápido. Assim, os links para sites mais lentos aparecerão menos e em posições mais baixas nas postagens mostradas aos usuários. A novidade vai ser lançada ao longo dos próximos meses.

Na postagem que informou sobre a mudança, os engenheiros da empresa Jiaji Wen e Shengbo Guo disseram que as alterações foram feitas com base no comportamento médio dos usuários, já que 40% das pessoas que usam o Facebook não esperam mais de três segundos para um site carregar.

Os engenheiros também disseram que para calcular quais sites deverão ser priorizados, o Facebook vai levar em conta a velocidade da internet e a velocidade média dos sites. Se a conexão do usuário e a do site estiverem lentas, o link vai ser posicionado mais para baixo no feed de notícias.

Os donos de sites e páginas, no entanto, vão ter que descobrir sozinhos se seu site corresponde aos parâmetros do Facebook, já que a rede social só indicou maneiras de deixar o carregamento mais rápido, mas não mostrou como identificar o problema.

As páginas que usam o Facebook Instant Articles, por sua vez, não precisarão se preocupar com a mudança, pois o formato desse tipo de publicação tem o código e os anúncios reduzidos justamente para garantir um carregamento rápido.

O Facebook diz que já avalia a velocidade de conexão dos usuários, priorizando publicações em texto em vez de vídeo se a pessoa está com a internet lenta. Ele também faz download de algumas postagens em segundo plano para encurtar o tempo de carregamento. (AE)

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