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O Facebook registra tendência de queda no Brasil. O WhatsApp mantém a liderança e está no celular de 69% dos entrevistados

Brasileiros foram selecionados para ter acesso a base de links compartilhados na rede. (Foto: Reprodução)

O número de brasileiros que afirmam ter conta no Facebook registra tendência de queda, aponta pesquisa Datafolha. Segundo levantamento realizado no início deste mês, 56% dos entrevistados disseram ter conta no Facebook. Em novembro de 2017, 61% afirmaram estar na rede social de Mark Zuckerberg. Em 17 meses, a queda é de cinco pontos percentuais. Entre os entrevistados pelo instituto, 71% estão em ao menos uma rede social.

O WhatsApp mantém a liderança e está no celular de 69% dos entrevistados. Atrás aparece então o Facebook, seguido por Instagram (35%) e Twitter (14%). Os índices do WhatsApp e Instagram se mantiveram próximos da série histórica das últimas pesquisas. O Twitter caiu de 18% para 14%, entre 2017 e 2018, e segue estável. Em julho passado, o Facebook divulgou que havia atingido a marca de 127 milhões de usuários ativos mensais no país no primeiro trimestre de 2018. Em novembro de 2016, eram 111 milhões.

O Brasil é um dos cinco maiores mercados para a companhia. No mundo, o Facebook tem 2,2 bilhões de usuários mensais. Conforme os dados do Facebook, a rede superaria o WhatsApp, da própria empresa, como a mais popular no Brasil. O aplicativo de mensagens tem 120 milhões de usuários ativos no Brasil. De acordo com o Datafolha, 69% brasileiros com mais de 16 anos afirmam ter uma conta no app de mensagem.

Segundo Alessandro Janoni, diretor de pesquisas do Datafolha, o levantamento feito nos dias 2 e 3 de abril indica uma tendência de encolhimento no número de contas do Facebook no Brasil. “Não é uma queda consolidada, por causa da margem de erro [dois pontos percentuais para mais ou para menos], mas mostra uma tendência de queda.” Ele aponta para a sequência de escândalos envolvendo vazamentos de dados privados de usuários do Facebook como um dos fatores para a redução de contas.

Janoni disse que a alta taxa de desconfiança nas redes sociais, também medida pelo instituto, é outra razão que explica o número menor de contas brasileiras na rede social. A pesquisa Datafolha mediu o nível de confiança nas notícias divulgadas tanto pelas redes sociais como pela imprensa tradicional. Entre os entrevistados, 63% afirmaram confiar em algumas notícias recebidas pelas redes sociais; 5% disseram acreditar na maioria; 2%, em todas, e 21% não têm confiança em nada do que veem.

Considerando a imprensa profissional, os percentuais de confiança são de 5% (todas), 17% (maioria), 61% (algumas) e 14% (nenhuma). Segundo Janoni, a desconfiança em relação às informações divulgadas pelas redes sociais é maior entre os estratos mais escolarizados e com renda familiar mais alta. Porém, na média geral, prevalece a baixa confiança tanto na imprensa profissional quanto nas redes, dado que é visto como preocupante pelo especialista.

Entre aqueles que têm conta no Facebook, 14% seguem o presidente Jair Bolsonaro (PSL). O número cai para 5% entre os que têm conta no Instagram, e para 4%, no Twitter. Eliminadas as sobreposições, 16% dos brasileiros com mais de 16 anos e que têm conta nas redes sociais acompanham algum dos perfis presidente. O Datafolha ouviu 2.038 pessoas, distribuídas em 130 municípios.

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