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O Facebook suspendeu 200 aplicativos investigados por uso de dados de usuários

Medida é uma resposta ao escândalo envolvendo a rede social. (Foto: Reprodução)

Em uma resposta ao escândalo criado em torno do uso de dados da rede social pela consultoria política Cambridge Analytica, o Facebook suspendeu até agora cerca de 200 aplicativos na primeira fase da investigação sobre apps que tiveram acesso a grandes quantidades de informações.

A investigação quer determinar se os aplicativos utilizaram de maneira irregular os dados, disse Ime Archibong, vice-presidente de parcerias de produtos do Facebook.

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou a investigação em 21 de março, quando afirmou que a rede social vai analisar todos os aplicativos que tiveram acesso a grandes quantidades de dados antes da empresa ter reduzido o acesso em 2014.

A investigação começou depois que foi revelado que a consultora Cambridge Analytica se apropriou dos dados de cerca de 87 milhões de usuários da rede social, enquanto trabalhava para a campanha presidencial de Donald Trump em 2016.

“A investigação continua”, afirmou Ime Archibong, vice-presidente de produtos associados ao Facebook, em um comunicado publicado online.

“Temos grandes equipes de especialistas internos e externos que trabalham duro para analisar esses aplicativos o mais rapidamente possível, e até agora, milhares de aplicativos foram investigados e cerca de 200 foram suspensos”, explicou.

Archibong acrescentou que, quando encontrarem “evidências de que esses ou outros aplicativos utilizaram dados incorretamente, nós os proibiremos e os notificaremos através deste site”.

As revelações sobre Cambridge Analytica desencadearam investigações nos dois lados do Atlântico e levaram o Facebook a reforçar suas políticas sobre como compartilhar e acessar dados pessoais.

Facebook já mudou sua política em 2014, a fim de limitar o acesso aos dados de seus usuários, mas a empresa observou que alguns aplicativos ainda tinham dados obtidos antes dessa modificação.

“Há muito mais trabalho a ser feito para encontrar todos os aplicativos que poderiam ter utilizado de forma indevida dados das pessoas do Facebook, e isso vai demorar um pouco”, admitiu Archibong.

Medidas

Em abril o Facebook começo a posicionar um link no topo do Feed de Notícias para um um painel, que reúne aplicativos e sites em que as pessoas usam dados do Facebook como forma de acesso.

“Você também pode remover aqueles que você não quer mais que se conectem ao Facebook”, avisa a rede social.

Uma caixa adicional de texto será exibida aos usuários que tiveram os dados explorados pela empresa britânica. Nela, o Facebook resume o que ocorreu: a aplicação “This is your digital like”, já banida, pediu autorização para coletar dados de usuários, assim como a de amigos deles.

Só que, em vez de manter essas informações internamente, esse serviço compartilhou os dados com a Cambridge Analytica, que construiu a pedido da campanha de Donald Trump algoritmos para prever o comportamento eleitoral de norte-americanos durante a campanha presidencial de 2016.

“Há mais trabalho a ser feito, mas nós estamos comprometidos a confrontar abusos e colocar você no controle da sua privacidade”, informou o Facebook.

Entenda o escândalo

Em 17 de março, os jornais “New York Times” e “Guardian” revelaram que os dados de mais de 50 milhões de usuários do Facebook foram usados sem o consentimento deles pela Cambridge Analytica. A empresa de análise de dados acessou esse grande volume de dados após um teste psicológico que circula na rede social coletar as informações. Os dados recolhidos não eram apenas os de usuários que fizeram o teste, mas também os de seus amigos.

O escândalo criou dúvidas quanto à transparência e à proteção de dados dos usuários do Facebook. A rede social comunicou que investigaria o caso. O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, reconheceu que a empresa cometeu erros.

A empresa Cambridge Analytica trabalhou ainda com a equipe responsável pela campanha de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, nas eleições de 2016. Também foi contratada pelo grupo que promovia a saída do Reino Unido da União Europeia.

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