Últimas Notícias > CAD1 > A direção do Inter confirmou mais dois reforços para a temporada de 2018

O FBI alerta os pais sobre os riscos de privacidade em brinquedos conectados à internet

Boneca Minha amiga Cayla é um dos brinquedos. (Foto: AFP)

O FBI (polícia federal americana) fez um alerta aos pais nesta segunda-feira (17) sobre os riscos de privacidade e segurança dos brinquedos infantis conectados à internet.

Em um aviso publicado em seu site, o Federal Bureau of Investigation disse que tais brinquedos podem conter peças ou recursos como microfones, câmeras, GPS, armazenamento de dados e reconhecimento de fala que podem divulgar informações pessoais.

Conversas normais com um brinquedo ou no ambiente circundante podem revelar o nome, a escola, gostos e atividades de uma criança, segundo o FBI.

“Acredito que esta é a primeira vez que o FBI emitiu esse tipo de aviso”, disse Tod Beardsley, diretor de pesquisa da empresa de segurança cibernética Rapid7, em uma entrevista por telefone.

“Muitas pessoas tendem a confiar no FBI como uma organização governamental, por isso, definitivamente aumenta a consciência do risco associado aos brinquedos conectados à internet.”

Brinquedos inteligentes e dispositivos de entretenimento estão ganhando popularidade pela incorporação de tecnologias que aprendem e adaptam seus comportamentos com base nas interações do usuário.

Em fevereiro, a Alemanha proibiu as vendas e a propriedade de uma boneca falante chamada Cayla feita pela empresa norte-americana Genesis Toys, citando risco de hackeamento associado ao brinquedo.

Pais devem acompanhar o acesso de crianças à internet

Julho é o mês das férias escolares e, com elas, vêm a preocupação de muitos pais sobre como os filhos aproveitam o tempo livre. O acesso à internet e às redes sociais é uma das formas de passar o tempo, mas deve ser feito com cuidado para não prejudicar as crianças e adolescentes.

Especialistas concordam que o acesso à rede mundial é um caminho sem volta, e a proibição do uso não é a melhor opção para os pais. O presidente da organização não governamental Safernet, Thiago Tavares, diz que a melhor estratégia continua sendo o diálogo, a conversa franca e a relação de confiança que deve existir entre pais e filhos.

“Da mesma forma que você conversa com seus filhos sobre os riscos que existem ao sair na rua, na escola, no cinema, você diz para ele não aceitar bala de estranhos, você também deve orientá-lo em relação ao uso seguro da internet”, diz. Ele recomenda também o uso de versões customizadas de sites e aplicativos, que selecionam o conteúdo apropriado para crianças.

O especialista não recomenda o monitoramento dos filhos com o uso de softwares espiões. Segundo ele, esses programas passam uma falsa sensação de segurança e podem comprometer a relação de confiança entre pais e filhos.

Espaço público

A mestre em psicologia clínica Laís Fontenelle orienta aos pais acompanhar os acessos virtuais dos filhos da mesma forma como é feito no mundo real.

No caso de crianças não alfabetizadas, o acesso à internet precisa sempre ser feito com a supervisão de um adulto, diz a psicóloga. “

A psicóloga também “puxa a orelha” dos pais, alertando para a responsabilidade do exemplo dado às crianças. “Não adianta a gente fazer um overposting dos nossos filhos nas redes sociais, expondo tudo que acontece na vida deles e dizer para eles não fazerem isso”, diz Laís.

Os principais riscos do uso da internet por crianças e adolescentes são os acessos a conteúdos inapropriados para a idade, como pornografia, a exposição da privacidade em redes sociais, ocyberbulling e a exposição da intimidade, principalmente na adolescência.

Uma pesquisa divulgada no ano passado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostrou que 87% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos têm perfil em redes sociais, e 68% acessam a internet mais de uma vez por dia. Segundo o estudo TIC Kids Online Brasil, 11% dos entrevistados  entre 9 e 17 anos de idades acessaram a internet pela primeira vez antes dos 6 anos de idade.

Trem-bala

A jornalista Melissa Gass levou um susto quando viu que o canal no Youtube da filha Lívia, de 7 anos, tinha mais de 15 mil visualizações. O sucesso veio quando a menina postou um vídeo dançando o hit Trem-Bala, da cantora Ana Vilela.

Em seu canal, Lívia mostra brincadeiras, músicas, livros e até receitas culinárias. “Eu gosto de ser famosa”, diz a menina, que também participa de aulas de canto, dança e vai começar a fazer teatro.

Para Melissa, não tem como proibir o acesso das crianças à internet, mas é preciso monitorar as atividades dos pequenos na rede. “A tecnologia é uma realidade. Com um ano de idade, ela mexia no celular, então não tem como fugir. Quando a gente proíbe, é pior, porque vai fazer escondido. Então a gente monitora, acompanha, incentiva o que pode incentivar”, explica.

Entre as orientações que os pais dão para Lívia, estão não seguir canais de adultos e não comentar nem trocar mensagem privada com desconhecidos.  (Folhapress/ABr)

Deixe seu comentário: