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O futuro de William Waack na Globo será decidido em 2018

Os comentários racistas, fora do ar, foram feitos durante cobertura das eleições norte-americanas. (Foto: Reprodução)

Desde que o apresentador William Waack foi afastado do Jornal da Globo, depois de ser acusado de racismo por um vídeo vazado na web no qual aparece fazendo comentários preconceituosos, o futuro do jornalista ainda é incerto na Rede Globo. De acordo com a coluna Zapping, de Fernando Oliveira, do jornal Agora São Paulo, a definição sobre o que acontecerá com o veterano acontecerá apenas em 2018, após o assunto “esfriar” na memória do público.

Diante da repercussão do vídeo polêmico, que chegou a virar assunto na imprensa internacional, a Globo ainda estaria analisando duas possibilidades para Waack. Na primeira hipótese, o jornalista, recuperado de um cateterismo realizado em julho, voltaria a ser correspondente internacional depois de um período fora da TV. Mas a possibilidade do fim do contrato, por conta da “cláusula de moralidade” nele contida, também é avaliada, pois suas opiniões no vídeo poderiam ser consideradas prejudiciais para o canal.

Segundo a jornalista Keila Jimenez, do portal R7, a imprensa internacional abordou o caso. “The New York Times”, “El País”, “Clarín” e “Washington Post” foram alguns dos veículos que repercutiram o afastamento do jornalista de uma das maiores emissoras do mundo.

Parte desses veículos, diz a publicação, cita a trajetória e o profissionalismo de Waack no jornalismo brasileiro, porém destaca que a repercussão negativa nas redes sociais trouxe consequências que nem a Globo sabia prever.

Após estrear como apresentadora no Jornal Hoje, a jornalista Maju Coutinho, que apresenta previsões do tempo, foi lembrada na web como uma possível sucessora de Waack na bancada do jornal da madrugada. “A Globo acerta ao afastar William Waack. Racismo não pode ser tolerado. Melhor gesto seria a Maju apresentar o telejornal”, opinou um internauta. “Agora é a chance da Globo colocar a Maju na bancada, mais justo”, escreveu outro. “Maju no lugar do William Waack para dar um tapa na cara dos racistas”, tuitou um terceiro.

Autores explicam 
O vídeo em que William Waack afirma que um barulho de buzina é “coisa de preto” circulou num grupo de WhatsApp de editores de TV antes de chegar à internet. Os comentários racistas, fora do ar, foram feitos durante cobertura das eleições norte-americanas.

Ex-funcionários da Globo, Diego Rocha Pereira e Robson Cordeiro foram os responsáveis pela divulgação do vídeo, filmado nos bastidores. Com medo de possíveis retaliações, os dois ficaram cerca de um ano com o material guardado. “Na época trabalhava na Globo, tentei repassar e ninguém aceitou. Meu celular foi furtado no Carnaval e perdi o vídeo. O Robson também. Ele comprou um celular novo e no backup das atualizações o vídeo voltou. Há uns dois meses atrás ele decidiu publicar”, contou Diego, acrescentando que não quis lucrar com o material: ” A ideia era expor e nenhum benefício de dinheiro. Se fosse isso, teríamos tentado subornar ou vender para alguma emissora”.

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